Carreata marca protesto em Timóteo

Metasita mantém mobilização contra turno fixo adotado em fevereiro

Wôlmer Ezequiel


Carreata do Metasita percorre bairros de Timóteo como forma de denúncia

TIMÓTEO - Puxada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita), carreata percorreu ontem as principais ruas em todas as regionais de Timóteo. O presidente do sindicato, Carlos Vasconcelos, informa que se trata de uma estratégia para manter a mobilização contra o turno fixo na empresa, em vigor desde fevereiro deste ano.

“Desde fevereiro estamos nessa luta, apostando no processo de construção da resistência à arbitrariedade. Nossa carreata é de resistência e de mobilização. Queremos aproveitar o momento para denunciar à sociedade que os trabalhadores estão insatisfeitos com a medida”, afirmou o presidente do Metasita.

Carlos Vasconcelos lembra que já no próximo mês começa a campanha salarial dos metalúrgicos, com as negociações coletivas previstas para o mês de outubro. A data-base da categoria é primeiro de novembro e, segundo o sindicalista, além da questão salarial, metalúrgicos querem na mesa de negociação a questão do turno fixo.
“A Acesita já até declarou em algumas ocasiões que nas negociações salariais coletivas deste ano não haverá espaço para discutir horário de trabalho, mas entendemos que essa é uma necessidade dos trabalhadores. Então, vamos lutar por essa discussão”, afirmou Carlos Vasconcelos.

Ao som da clássica música de Geraldo Vandré, “Pra dizer que não falei de flores”, a carreata de ontem saiu da sede do Metasita, foi até o Escritório Central da Acesita, percorreu ruas do Centro, Bromélias, Alvorada, Ana Moura, Novo Tempo, Alegre e chegou ao Alphavile. O monumento inaugurado pelo Metasita em primeiro de maio passado - um boneco uniformizado de metalúrgico, pendurado em uma corda pelo pescoço e amarrado a um relógio -, foi rebocado na manifestação pelas ruas de Timóteo.

No carro de som, representante do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade, Carlos Magno, denunciou que é pretensão da direção da Arcelor Mittal Belgo (antiga Belgo Mineira), implantar o turno fixo também na siderúrgica em Monlevade. Belgo e Acesita, estão sob controle do mesmo grupo siderúrgico, Arcelor Mittal. Magno afirmou que neste momento ocorre uma mobilização naquela cidade para tentar evitar a adoção do turno fixo na empresa.  
Outro lado
Procurada para responder as críticas, a Assessoria de Imprensa da Acesita informou que o diretor responsável pela área não estava e que uma resposta será enviada posteriormente. 

Reunião em Brasília discute qualificação

Luiz Carlos de Miranda esteve ontem em Brasília, onde se reuniu com o presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT), Luiz Fernando Imediato, para tratar do programa de qualificação profissional de trabalhadores para as obras da Usiminas em Ipatinga. Segundo o presidente do Sindipa, o dirigente do CODEFAT informou que nenhum projeto de qualificação poderá ser desenvolvido sem parceria que envolva o estado, o município e a iniciativa privada.

O Sindipa tem um projeto que prevê a qualificação profissional a pelo menos cinco mil trabalhadores a serem aproveitados na expansão da Usiminas prevista para começar em 2008. Pela proposta levada a Brasília, serão qualificados em cursos técnicos subsidiados com dinheiro público, pessoas de baixa renda com idade entre 18 e 29 anos, preferencialmente residentes na Região Metropolitana do Vale do Aço. Isso porque segundo o presidente do Sindipa, é nessa faixa que concentra o maior número de desempregados.  
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