Começa a campanha salarial dos empregados no comércio


Antônio Ademir aposta no bom momento no comércio para que as reivindicações dos sindicatos sejam atendidas
FABRICIANO - Acontece nesta terça-feira, 28, às 14h30, na sede do Sindicato do Comércio do Vale do Aço (Sindcomércio), rua Angélica, 39, Centro, a primeira reunião de negociação coletiva 2007 dos empregados no comércio da região. Participam da primeira rodada de negociação representantes do Sindicato dos Empregados no Comércio de Ipatinga (Seci) e do Sindicato dos Empregados do Comércio de Timóteo e Coronel Fabriciano (SECTEO-FC). No último dia 20 ambos os sindicatos entregaram a pauta de reivindicações ao Sindcomércio - que é o sindicato patronal - com um total de 41 itens.

As reivindicações são de duas naturezas, econômica e social. Os principais itens da primeira são: salário comercial de R$ 550; repartição nos lucros no valor correspondente ao salário do trabalhador (a ser pago no retorno de férias); reajuste de 12% no salário; e garantia mínima para o comissionista no valor de R$ 600. Já os itens sociais, entre outros pontos-chave, reclamam: creche para as mães comerciárias; vale-refeição e vale-alimentação; assistência médica e odontológica subsidiadas; e redução da jornada de trabalho.

Conforme o presidente do Seci, Antônio Ademir, não é possível prever se as negociações irão demorar. “Tudo irá depender da postura do sindicato patronal. Se a situação for se enrolando teremos umas quatro reuniões, podendo chegar ao dissídio”, projeta.

Otimismo
Antônio Ademir acredita que o atual panorama econômico dos comércios é favorável para que boa parte das reivindicações sejam contempladas com sucesso na campanha salarial deste ano. “Estamos otimistas porque o momento é favorável. Houve queda dos juros, a maioria das categorias já tiveram reajuste acima da inflação e o faturamento dos comércios subiu até 10% no primeiro semestre. Em alguns setores, inclusive, a alta chegou a 20%. Ainda há a expansão da Usiminas, que deve esquentar o comércio na região”, avalia. “Diante desse quadro, não há desculpa para que a classe patronal coloque obstáculos em atender às reivindicações dos sindicatos”, defende Antônio.
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