Potencial para crescimento

Presidente do Minaspetro diz que Vale do Aço tem prioridade no gasoduto


Para Sérgio de Mattos, gasoduto vai gerar empregos e forçar redução de preços de combustíveis
IPATINGA - Em visita ao Vale do Aço no último final de semana, onde participou do 6º Fórum de Combustíveis do Leste Mineiro, o presidente do Minaspetro, Sérgio de Mattos, disse que o Vale do Aço é prioridade na instalação do gasoduto e acrescentou que a região ainda não foi contemplada devido ao pouco empenho da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) em implantar o serviço. “O gás não cresceu ainda no estado devido ao pouco empenho da própria Gasmig em difundir mais o numero de conversões possíveis. Mesmo assim, podemos adiantar que o Vale do Aço é prioridade neste momento”, diz Mattos.

Em relação ao gás natural veicular, segundo o presidente do Minaspetro, trata-se de um produto altamente competitivo, principalmente em relação ao preço da gasolina ou do álcool. “Vale a pena e é muito viável. É um grande atrativo e, se tratando de Vale do Aço, uma região com um grande número de veículos, será uma boa oportunidade também para empresas convertedoras”, acredita Sérgio de Mattos.

A Gasmig lançou no mês passado o edital para obras de implantação do gasoduto nas cidades de Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Belo Oriente, dentre outras. O custo total está avaliado em R$ 400 milhões. “A expectativa é um projeto do governo em que a Gasmig é responsável pela licitação desse gasoduto, com mais de 270 quilômetros”, explica o empresário.

No Vale do Aço, a Companhia de Gás de Minas Gerais fechou contrato com a Cenibra (8,6 milhões de m³/mês), Acesita (6 milhões) e Belgo Mineira, de João Monlevade (1,6 milhão de m³/mês). “Mas não restam dúvidas que o setor de automóveis também será responsável por grande parte do consumo de GNV (gás natural veicular). Com a instalação das convertedoras, além de dar um impulso no comércio, vai proporcionar ao motorista um novo tipo de combustível, limpo e barato”, ressalta Sérgio de Mattos, presidente do Minaspetro.

Adequações
Em relação à atuação do Minaspetro em todo o estado, Sérgio de Mattos explica que o setor de combustíveis vem passando por adequações e que a diretoria do sindicato tem agido em defesa da permanência de um mercado cada vez mais competitivo e que sempre beneficie o consumidor. “É uma determinação da ANP (Agência Nacional de Petróleo) que, a partir de novas portarias publicadas, tem agido em defesa de interesses da categoria e evitando a verticalização do mercado. O Minaspetro, dentre suas atribuições, também procura regular o comércio de combustíveis e vai continuar se pautando dessa forma”, destaca Mattos.

Ele ainda acrescenta, em relação à variação de preço da gasolina e do álcool no estado, que todos os impostos são cobrados na refinaria, fator que reflete na diferença do preço entre as cidades de Minas. “A variação de preço se relaciona com o transporte para cada região”, define.
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