Falta de acordo sobre turno de 6 horas

IPATINGA - As negociações entre a comissão de representantes da Usiminas e do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), realizadas ontem, no Escritório Central, chegaram ao final em clima de impasse, conforme se previa. A Usiminas oficializou a posição contrária à contratação de uma quinta turma para a implantação do turno de seis horas.

A empresa reafirmou que essa medida levaria a perder competitividade. A siderúrgica, no entanto reconhece que o sistema atual – turno de 12h – acarreta dificuldades no relacionamento administrativo com os empregados e não pode ser mantido. “O Sindicato continua lutando pelo turno de seis horas, para fazer valer a pretensão dos trabalhadores, sintonizada com a legislação”, argumenta.

O presidente do Sistema Usiminas, Rinaldo Campos, já adiantava que a equipe responsável pelas negociações estava à procura do melhor horário para atender aos funcionários, conciliado aos interesses da empresa em termos de custos adicionais, “sem perder competitividade”. Em relação à reivindicação dos trabalhadores, que em assembléia votaram pela adoção do turno de seis horas, Rinaldo disse que haveria a necessidade de aumentar a equipe, o que levaria à perda de competitividade e de recursos.

Diante desse impasse, Luiz Carlos explica que o Sindipa vai ouvir os trabalhadores entre os dias 27 e 30 de agosto, através de plebiscito. “Entre 18h e 19h30, nas portarias da empresa, vamos ouvir o trabalhador. Ao longo do dia, entre 7h30 e 17h30, no próprio Sindipa”, explica o presidente do sindicato.

Conforme o sindicalista, o atual acordo termina no próximo dia 31, mas a decisão que for tomada com base no plebiscito, e posteriormente acertada entre as partes, terá efeito retroativo a 1º de setembro. 
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