21 de junho, de 2016 | 07:21
Muito material de receptação apreendido
Policiais militares chegaram até a casa de receptador de vários produtos de furtos e roubos em Timóteo
Com atualização de dados às 18h11
Uma ação da Polícia Militar levou à apreensão de grande quantidade de produtos eletrônicos e de informática, oriundos de roubos e furtos em Timóteo. Entre os bens apreendidos estão vários notebooks, câmeras fotográficas, HDs de computadores, smartphones, cordões, cheques preenchidos, entre outros.
Os produtos foram encontrados com Maicon Meireles de Araújo Pena, de 29 anos, na noite de segunda-feira (20). O caso foi descoberto a partir de informações anônimas repassadas ao Serviço de Inteligência da 85ª Companhia Especial da PM.
Todo o material apreendido lotou a sala de confecção de Reds (Boletim de Ocorrência), na sede da 85ª Cia PM. Os policiais passaram a terça-feira (21) na tentativa de identificar as vítimas dos furtos e roubos dos objetos. Em dois celulares, o IMEI (número identificador do aparelho) registrado nas ocorrências, permitiu a localização dos donos.
Conforme o tenente PM Agostinho, em entrevista ao Portal Diário do Aço, quando receberam as denúncias, os policiais estranharam o caso, porque o perfil do denunciado não era condizente com o contexto dos infratores do bairro Ana Moura. Tratava-se de um jovem que tinha emprego fixo e sem antecedentes criminais. Assista vídeo com a entrevista sobre o caso: [[##1383##]]
Apesar disso, os policiais passaram a fazer o monitoramento do suspeito e concluíram que ele, de fato, tinha estabelecido contatos permanentes com os criminosos de alta periculosidade, envolvidos com o tráfico de drogas, crimes contra a vida e contra o patrimônio. As denúncias indicavam que o suspeito comprava telefones celulares, computadores, joias e todo tipo de produto roubado pelos bandidos.
Abordagem
Na noite de segunda-feira, Maicon foi abordado por policiais militares na avenida Ana Moura, em companhia de dois jovens, investigados por envolvimento com crimes diversos. Com o suspeito foram apreendidos R$ 655 em dinheiro e um telefone celular, em que foram observadas, pelos policiais, conversas via whatsapp, em que Maicon negociava a compra de telefones celulares roubados. A negociação envolvia vários outros bens, com diversas pessoas. A polícia suspeita que esses produtos eram resultado de furtos ou roubos.
Com a entrada permitida pelos pais de Maicon na residência no bairro Ana Moura, as buscas deram outra dimensão ao caso. Os policiais militares encontraram na casa diversos produtos e, entre eles, um telefone celular cujo proprietário foi vítima de assalto no dia 18 de maio. O aparelho foi identificado pelo número do IMEI do aparelho, conforme relatado no registro do roubo.
Também a proprietária de um Sony Xperia de cor branca, que registrou ocorrência de um roubo no dia 16 de junho, foi chamada à 85ª Companhia da PM, desbloqueou o aparelho e confirmou sua propriedade com fotos, agenda de contados e outros conteúdos salvos no telefone.
Sem notas
Maicon admitiu que não tinha nota fiscal de nenhum dos produtos apreendidos em sua residência e confirmou que os comprou de diversas pessoas, sem saber identificar os vendedores. Além dos eletrônicos, foram apreendidas 50 folhas de cheque com valores diversos, totalizando R$ 49.503,44.
Inicialmente, Maicon disse que os cheques eram da empresa para a qual trabalha e faziam parte de um acerto rescisório. Depois mudou a versão e disse que atuava como agiota.
A polícia acredita que, por possuir conhecimento na área de informática, o jovem adquire os notebooks, tabletes, computadores e smartphones, os formata e depois os revende. Um aparelho que custa no mercado R$ 700, era comprado por R$ 400, e depois de formatado, vendido por R$ 500.
No total foram apreendidos 15 notebooks; 28 HDs de computadores um tablet, seis celulares, (dois deles já confirmados que foram roubados), uma câmera fotográfica profissional, mais duas câmeras semiprofissionais, e ainda 50 folhas de cheques, no valor total de R$ 49.503,44.
Defesa
Em entrevista ao Diário do Aço, Maicon Meireles de Araújo Pena, afirmou que todo o material de informática encontrado pela polícia é relativo ao seu trabalho, como técnico. "É material necessário para o meu trabalho. Todo técnico tem isso aí mesmo. Sou técnico de informática há 14 anos. Agora, em relação aos celulares, eu perguntei às pessoas se estava tudo certo, se tinham nota fiscal. Infelizmente acreditei e acabou nessa situação", concluiu.
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