11 de junho, de 2016 | 12:01

Segurança mantém estado de alerta nos presídios

TJMG aumenta para R$ 500 mil multa para dia de greve dos agentes penitenciários


Com atualização às 22h13

O desembargado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Audebert Delage, concendeu nova liminar ao governo de Minas aumentando de R$ 100 mil para R$ 500 mil a multa para cada dia de greve dos agentes penitenciários no estado.

O Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciários do Estado de Minas Gerais (Sindasp), responsável pelo pagamento da multa, havia informado que não tinha sido notificado da primeira decisão judicial, de sexta-feira. 

Com isso, a greve foi mantida sábado em vários presídios de Minas neste sábado. As visitas aos presos foram suspensas por causa da paralisação dos servidores públicos e os detentos fizeram motins em várias unidades prisionais.

Na noite de sábado, entretanto, o Sindasp anunciou a suspensão da greve. Veja a atualização da notícia, no Portal Diário do Aço.

No Ceresp, em Ipatinga, familiares de presos, que passaram a madrugada em frente ao portão do presídio, reclamaram ao Portal Diário do Aço que escutaram tiros, gritaria e viram fumaça sair do interior da cadeia, no fim da madrugada.

Quando a reportagem esteve no local, por volta de 9h, a situação já estava contornada e sem movimentação. Uma fonte relatou, entretanto, que a segurança foi reforçada e seria mantido o estado de alerta no fim de semana.  
Divulgação CBMMG


ônibus queimado montes claros


Liminar

O desembargador, Audebert Delage afirmou que, não obstante a fixação de multa diária no importe de R$ 100 mil, o sindicato não cumpriu a ordem judicial, mesmo tendo a assessora jurídica do Sindasp, advogada Josyenne Reis, recebido a decisão da liminar do desembargador Luís Carlos Gambogi.

“Dessa forma, entendo que a multa moratória fixada deve ser majorada para o importe de R$ 500 mil, para que se torne efetiva a coerção indireta ao cumprimento sem delongas da decisão judicial”, decidiu Delage.

Ônibus

Dois ônibus de transporte coletivo urbano foram incendiados neste sábado em Montes Claros, no Norte de Minas. A suspeita é que a ordem tenha partido de dentro do Presídio Regional da cidade, dada por presos insatisfeitos com a suspensão das visitas por causa da greve dos agentes penitenciários. Desde a tarde de sexta-feira, pelo menos oito tumultos foram registrados em unidades prisionais de Minas.

“Há suspeita de que os incêndios estejam relacionados à suspensão das visitas aos presos, mas até agora ninguém assumiu a autoria dos atos”, informou o sargento dos bombeiros Eduardo Freitas Mota. Empresas de ônibus da cidade recolheram 131 veículos nas garagens para evitar prejuízos. Disseram que somente vão retomar o serviço quando a polícia garantir segurança.

A PM de Montes Claros divulgou nota dizendo que reforçou o patrulhamento em todos os itinerários do transporte coletivo e nos pontos finais de parada. Também informou que vai garantir, neste domingo, a visitação de familiares de presos nos presídios Regional, Alvorada e na Penitenciária de Francisco Sá. Ninguém ficou ferido no ataque aos ônibus.

Já publicado:

Estado tenta evitar greve dos agentes penitenciários - 11/06/2016
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