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11 de junho, de 2016 | 16:52

Família e polícia têm suspeito de autoria da morte de Margareth Vargas

Homem com quem mulher vivia em Coronel Fabriciano é procurado desde sexta-feira


TIMÓTEO - A polícia trata como latrocínio o assassinato de Margareth Vargas Cirino, 58 anos, encontrada morta com golpes de faca no tórax e mãos, entre os trilhos da Estrada de Ferro Vitória a Minas, em Timóteo. 

Margareth foi reconhecida oficialmente por familiares na noite de sexta-feira no Instituto Médico-Legal em Ipatinga. A polícia já tem um suspeito, que a obrigou a pegar empréstimos consignados em bancos. 

O corpo de Margareth foi encontrado sem vida. A vítima não portava documentos nem bolsa e foi levada para o IML. A identidade só foi descoberta depois que uma das três filhas viu as fotos da mãe morta, postadas nas redes sociais.

Ao passar pelo IML na manhã de sábado, para agilizar o trâmite de liberação do corpo, o genro, José Roberto Leocádio, de 41 anos, afirmou ao Diário do Aço que a família não sabe, ao certo, para onde Margareth iria, depois que saiu de casa. “Disseram que ela iria para o Bugre, mas foi a Timóteo, onde foi morta”, disse José Roberto.

A principal suspeita de testemunhas recai sobre um homem com quem Margareth mantinha relacionamento pessoal, depois que ficou viúva há três meses. A pedido do namorado, a mulher teria feito um empréstimo bancário no valor de R$ 5 mil.

Teve furtados R$ 3 mil e teria ficado com R$ 2 mil, dinheiro que usaria para viajar. Também tinha recebido recursos de uma pensão do marido falecido. O homem com quem vivia em uma casa na escadaria que dá acesso à rua Venezuela, no bairro Santa Cruz, em Coronel Fabriciano, queria o dinheiro. O suspeito está foragido.

Questionado sobre o assunto, José Roberto informou apenas que a família sabia que o casal tinha um relacionamento conturbado, apesar de ter apenas entre 30 e 40 dias de convivência. “A gente presenciava a briga entre eles. Demos conselho para que ela deixasse esse relacionamento, que não estava bom. Ela não ouviu o conselho”, lamentou.

José Roberto também disse ter estranhado que, na casa da sogra, não tivesse nenhum documento. “Entramos lá para pegar os documentos e liberar o corpo do IML, mas tinha sumido tudo”, concluiu.

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