01 de junho, de 2016 | 16:53

Condenados por latrocínio na Biquinha são presos

Dupla levada a julgamento foi sentenciada quase cinco anos depois de crime de grande repercussão


FABRICIANO – Em sentença publicada no Diário Eletrônico da Justiça, na terça-feira (31/5), dois homens levados a Júri Singular, pelo assalto seguido de morte das vítimas (latrocínio) ocorrido em 16 de agosto de 2011, foram sentenciados a mais de 24 anos de prisão, cada um. Ainda na terça-feira, os dois, que responderam o processo em liberdade, foram presos e recolhidos ao presídio de Coronel Fabriciano.

Cléverson Elias do Nascimento, de 29 anos, e Anatólio Fernandes da Silva, de 79 anos, foram julgados e sentenciados pela morte do metalúrgico José Carlos de Oliveira Froes, de 48 anos, o “Borrão”, e a promotora de vendas Márcia Barbosa Lima, de 40 anos. O casal foi encontrado morto com tiros na nuca na região da mata da Biquinha.

Conforme divulgado à época pelo Diário do Aço, os levantamentos policiais indicam que o casal caminhava pela trilha, quando foi abordado por Cléverson e Anatólio. A dinâmica do crime passou por uma reconstituição dramática

O capitão PM Fabrício Pereira informou ao Diário do Aço que os mandados judiciais para a prisão de Cléverson e Anatólio chegaram na terça-feira (31) e, no mesmo dia, os  sentenciados foram encontrados e presos. 

"Foi um crime de grande repercussão à época. É um direito deles negar o crime, mas agora tem uma sentença da Justiça. A Polícia Militar cumpriu o seu papel e temos menos dois criminosos nas ruas", concluiu.

Cléverson não quis falar sobre a sentença seguida da ordem de prisão. Já Anatólio reafirmou que não participou do assassinato do casal, alegando que sequer sabia onde ficava a trilha da biquinha.

O idoso disse que ficou surpreso quando policiais chegaram para prendê-lo. “Não fui comunicado que seria julgado. Eu assinava um papel todo mês”, afirmou. 

Anatólio admitiu que conhecia Cléverson e que, no dia do crime, ele chegou e deixou na chácara onde o idoso trabalhava uma bicicleta e uma garrucha. “Até então eu não sabia que havia um crime”, defendeu-se.  Veja o vídeo do Portal Diário do Aço. 

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