24 de maio, de 2016 | 18:39
Operação Zênite II prende mais onze
Segunda fase de operação prende novos investigados por crimes na região
A Polícia Civil apresentou na tarde desta terça-feira (24) o resultado da segunda fase da Operação Zênite. O trabalho é desenvolvido em parceria com o poder Judiciário e Ministério Público. O balanço mostra que em onze meses de investigação foram cumpridos 61 mandados judiciais de prisão e 85 de busca e apreensão.
As ações abrangeram as cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) e ainda Caratinga e Dom Joaquim. Além disso, foram apreendidas cargas de maconha, cocaína, crack, armas e munição.
Enquanto, na primeira fase foram presas pessoas envolvidas com o tráfico de entorpecentes em Ipatinga e outras cidades da RMVA, na fase dois a operação foi ampliada para as cidades de Caratinga e Dom Joaquim, onde foram identificadas ramificações de grupos criminosos surgidos no Vale do Aço.
As explicações foram apresentadas pelo delegado regional de Polícia Civil, Helton Cota. Na investigação nós identificamos sete células criminosas, todos os seus membros, a sua hierarquia e atribuída a função de cada uma das pessoas dentro dos grupos. Conseguimos prender 95% dos suspeitos e agrupar provas para que o Judiciário condene essas pessoas”, detalhou.
Também integrante da equipe da PC, que atua na Operação Zênite, o delegado Eduardo Vinícius acrescentou que, dos sete chefes dos grupos criminosos, seis estão presos e falta a prisão de um deles, um jovem que comete crimes graves desde que era adolescente.
O inquérito já possui cinco mil páginas. É fruto de um trabalho lento, mas eficiente com relação à coleta de provas”, destacou.
O delegado enfatiza que, entre as onze pessoas presas na segunda etapa da operação está a namorada de um traficante de Ipatinga, que estava foragido e foi preso em Caratinga. "No seu próprio depoimento o investigado Joanderson a delatou como ajudante no crime", observou Eduardo Vinícius.
Em Dom Joaquim, cidade localizada a 192 quilômetros de Ipatinga, na região de Carmésia, foram cumpridos cinco mandados judiciais e presas cinco pessoas apontadas nas investigações como elo com uma célula criminosa de Ipatinga. Para a PC, a célula de Dom Joaquim recebia drogas envidas por um traficante ipatinguense.
PCC
O delegado também confirma que a interceptação de vários telefones celulares, com autorização judicial permitiu que os investigadores extraíssem de aplicativos como o WhatsApp mensagens trocadas entre os investigados.
Também foram monitoradas movimentações financeiras dessas pessoas e temos indícios que apontam ligações entre criminosos da região com grupos criminosos de São Paulo, entre eles o PCC”, observou.
Nas páginas das redes sociais usadas pelos membros do grupo a polícia também encontrou farta rede de informações, com postagens em que os grupos postavam armas, munição, grande quantidade em dinheiro e entorpecentes, tudo acompanhado de ameaças aos rivais.
Para o delegado da PC, as prisões dos criminosos já refletem na redução do índice de crimes violentos, inclusive contra a vida, em Ipatinga.
"Quero deixar um recado para as pessoas que estão no mundo do crime. Será uma questão de tempo. A Polícia Civil vai te pegar. Há vários mandados que serão cumpridos e iremos iniciar novas operações, iguais à Zênite ou maiores, para, com uma repressão inteligente, colaborar na repressão à prática delitiva”, acrescentou. Veja vídeo com as entrevistas sobre o caso: [[##1340##]]
Carga
Entre fatos curiosos que marcaram o andamento da Operação Zênite, está o contrabando de uma carga de 115 quilos de maconha, que era trazida em comboio de São Paulo para Ipatinga.
A Polícia Civil mineira já tinha identificado que um grupo criminoso tinha saído de Ipatinga e foi buscar a droga com fornecedores integrantes do PCC, em São Paulo. A PC alega que já sabia onde a droga seria entregue e fazia monitoramento para a abordagem. Entretanto, o comboio foi parado na noite de 6 de abril passado, em uma barreira da Polícia Rodoviária Federal, em Oliveiras, no Sul de Minas.
O objetivo do grupo era irrigar a ramificação dos grupos criminosos. Essa é a forma como agem. Trazem no atacado e redistribuem entre gerentes, depois aos subordinados, até chegar ao usuário final”, concluiu o delegado.
MAIS:
Trio estoura vidraça de loja para roubar - 24/05/2016
Assaltantes levam mais de R$ 22 mil da Viação Lopes - 24/05/2016
Curta: DA no Facebook
SIGA: Twitter: @diarioaco
Adicione: G+
WhatsApp 31 - 98591 5916 (Envie fotos, vídeos, reclamações e sugestões)
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]














