20 de maio, de 2016 | 07:12
Adolescente baleado ao reagir à apreensão
Cabo teve que disparar a arma contra infrator que armado de canivete tentou agredir o policial
MARLIÉRIA Um adolescente de 16 anos acabou baleado na manhã de quarta-feira (18/5), ao reagir, armado de canivete, a uma abordagem da Polícia Militar.
O cabo J.A.S. teve que usar a arma de fogo para cessar a atitude do rapaz, que em companhia de outro infrator, tentavam fugir da abordagem policial, fato registrado na avenida Brasil, no distrito de Cava Grande.
Os policiais militares participavam de um evento de conscientização contra a exploração sexual infantil. Eles viram dois jovens em uma motocicleta, ambos em atitudes que levaram a uma suspeição deles. O piloto da moto não obedeceu a ordem de parada e fugiu do local, sendo perseguidos pelos PMs.
Segundo informações do relatório da ocorrência policial, o condutor da moto sempre ajeitava algo na cintura, como se tivesse armado. Após algum tempo, eles caíram da motocicleta e continuaram a fuga a pé, cada um dos suspeitos tomou direção diferente, em uma tentativa de despistar a polícia. Não deu certo para eles. Um dos adolescentes foi abordado e apreendido por um sargento.
Já o cabo J.A. saiu atrás do outro, em meio a um matagal. Alega o PM que o jovem parou de correr e sacou um canivete e passou a avançar em direção ao policial. O cabo afirma que determinou ao jovem que largasse o canivete e se rendesse, mas a ordem foi descumprida. Sem alternativa, o cabo disparou uma vez sua arma de fogo, atingindo o infrator na região do abdômen.
O militar retirou do adolescente o canivete e com apoio do colega, encaminharam o ferido para o Hospital São Camilo, em Timóteo. O menor infrator ficou internado, sem risco de morte. O tiro não acertou nenhum órgão vital.
Passagens
O adolescente baleado e o seu comparsa, segundo a PM, têm diversas passagens pela polícia na região do distrito de Cava Grande. São suspeitos também de furtos em propriedades rurais.
Inclusive, o menor ferido tem registro de um roubo recente. A moto deles, uma Honda Titan de cor azul está sem placa e a numeração do chassi está raspada.
A perita Cristina Magalhães, da Polícia Civil, realizou a perícia no local do embate entre o cabo e o adolescente. Como é de praxe na legislação, o cabo PM recebeu voz de prisão pelo ocorrido e ficou no quartel, à disposição da Justiça Militar, até que toda a situação seja esclarecida.
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