11 de maio, de 2016 | 17:39
Gaeco apresenta resultado da Operação Topa Tudo em Ipatinga
Ação faz combate qualificado a grupos criminosos no Vale do Aço
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que une o Ministério Público e as Polícias Civil e Militar em Ipatinga, apresentou na tarde desta quarta-feira o resultado da Operação Topa Tudo, que teve como alvo organizações criminosas que atuavam na Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) com a prática de crimes contra o patrimônio, principalmente roubos e receptação, bem como o tráfico de drogas e homicídios.
Foi investigada a atuação de três grupos criminosos, o primeiro composto por três pessoas, o segundo por seis e o último, por 14 indivíduos. No total, foram presas 31 pessoas, apreendidas armas de fogo, munição e explosivo, 465 quilos de maconha e 2,2 quilos de crack.
Somente nesta quarta-feira foram detidas 16 pessoas, entre elas três lideranças de grupos criminosos e apreendidas duas armas de fogo, R$ 8.625, 14 telefones celulares, dois rádio comunicadores e dois veículos. Participaram da operação 100 policiais em 25 viaturas, que saíram ainda de madrugada para cumprir 19 mandados de prisão e 18 mandados de busca de apreensão.
Essa foi a terceira grande operação policial realizada em um espaço de menos de 15 dias, com a prisão de pessoas envolvidas com o crime organizado nas cidades da região. Veja vídeo com imagens da operação e entrevista com autoridades sobre o trabalho desta quarta-feira: [[##1319##]]
O delegado Gilmaro Alves explicou que esse é o resultado da junção das forças policiais no Vale do Aço. Entre as pessoas presas, há acusados de tráfico de drogas, assaltos, furtos, arrombamentos, homicídios e tentativas de homicídio.
Algumas dessas pessoas diversificavam sua conduta delitiva. Por isso o nome da operação, Topa Tudo”, informou o delegado.
No caso da maior quadrilha, alvo da operação, com 14 membros, Gilmaro Alves cita que era comandada por Adriano Paraguaio Lopes, o Pará. Ele atuava com o tráfico de entorpecentes na região do Game, alto do bairro Iguaçu.
"Assim que Pará foi preso os familiares, entre eles mulher, filhos e comparsas, mantiveram a atividade criminosa. A operação teve como objetivo retirar de circulação as pessoas envolvidas no crime".
Outras operações na região:
Operação Avalanche em Inhapim
Sai o balanço da Operação Zênite, em Ipatinga
Operação Alfa 12 prende 21 pessoas
MP
O promotor de Justiça, Francisco Ângelo, reforçou que o Gaeco segue um formato nacional e em Minas Gerais são várias regionais, entre elas, a de Ipatinga. O promotor observa que se trata de uma organização integrada entre o MP, Polícias Civil e Militar, com a proposta de sinergia entre os órgãos para uma maior eficiência da atividade policial. Ele avisa que outras operações já estão em andamento. Isso mostra que o Estado tem dado respostas ao avanço do crime”, observou.
O promotor acrescentou que o monitoramento dos roubos em Ipatinga mostrou que, no ano de 2015, chegou à margem de quatro ocorrências por dia. Com as operações já realizadas este ano, o índice caiu 18%.
Além da criminalidade organizada para o tráfico e o roubo, o Gaego atua, também, nos crimes contra o patrimônio público.
Qualificado
Comandante da 12ª Região da Polícia Militar, o coronel Edvânio Carneiro afirmou que o objetivo final da operação é retirar da sociedade pessoas que praticam crimes de forma reiterada e de forma associada.
Há, assim, uma prevenção com a repressão qualificada com a prisão de indivíduos que impactam negativamente a vida das pessoas de bem”, pontua.
A criação do Gaeco era uma proposta antiga e tem garantido um salto de qualidade nas ações contra o crime. Não é a primeira e não será a última. Temos várias outras em planejamento. Nas anteriores tivemos a prisão de várias pessoas, com análise prévia, pelo Judiciário, de provas, antes da decretação de prisão preventiva de criminosos”, enfatizou.
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