06 de maio, de 2016 | 10:29
Sai o balanço da Operação Zênite, em Ipatinga
No total, 27 pessoas foram presas nesta sexta-feira. Outras 13 foram presas no decorrer de nove meses de investigações
Com atualização de dados às 16h30
A Polícia Civil de Minas Gerais desencadeou na madrugada de sexta-feira (6) a Operação Zênite nas cidades da Região Metropolitana do Vale do Aço, que culminou com o cumprimento de 68 mandados de busca e apreensão além de 27 mandados de prisão. Um total de 13 investigados já estava preso em razão desta mesma operação.
"O nome Zênite se refere ao auge, apogeu, ponto culminante desta investigação que durou quase um ano e ocorreu justamente nesta sexta-feira, com o cumprimento dos mandados judiciais", explica nota da assessoria da Polícia Civil.
A operação contou com a participação de quase 215 policiais civis, que foram trazidos de outras delegacias, inclusive, de Belo Horizonte; quarenta viaturas; um helicóptero; e canil. Foram apreendidas 18 porções de maconha, oito pedras de crack, cinco motocicletas, um automóvel e a quantia aproximada de R$ 1.500.
No começo da manhã, voos rasantes de um helicóptero nas áreas alvo da operação para o apoio aéreo para as equipes em terra, chamaram a atenção da população.
Modalidades
O delegado regional da PC, Helton Cota, explicou que o trabalho deste fim de semana atingiu, pontualmente, pessoas envolvidas com o tráfico de entorpecentes. Outras modalidades criminosas serão impactadas, pois o tráfico de drogas está relacionado à maioria dos homicídios. Com isso, combate-se também os pequenos furtos, roubos e assaltos”, concluiu Helton.
Ao longo das investigações, foram apreendidas 110 porções de maconha, que estavam em posse de Lorena Lúcia Ribeiro Alves, em setembro de 2015; uma pedra de crack de aproximadamente 500 gramas, com o investigado Nilson Liberato de Souza, em novembro de 2015.
Depois, mais 48 quilos de maconha, pertencentes a Joanderson Caldeira de Brito (que estava foragido), em dezembro de 2015; e um quilo de pasta base de cocaína com Joanderson Caldeira de Brito, em janeiro de 2016, quando também foi descoberto um laboratório de refino de cocaína.
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O titular da Delegacia de Investigação de Homicídios, Eduardo Vinícius, explica que a materialidade dos crimes cometidos pelas 40 pessoas presas na operação (27 ontem e mais 13 que já estavam presas), foi comprovada anteriormente.
Fizemos importantes apreensões, mas a prisão dos investigados é mais importante. Esse trabalho contou com o apoio do Ministério Público e da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ipatinga”, enfatizou Eduardo Vinícius.
Todos os presos na operação foram levados para a Penitenciária de Ipaba, uma vez que o Ceresp, em Ipatinga, está com a capacidade esgotada, sem condições de receber novos presos.
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