30 de abril, de 2016 | 21:21
Assassino bebe sangue de vítima em Inhapim
Bando promove duplo homicídio, perseguição e cena de horror
INHAPIM A polícia já tem os nomes de quatro jovens suspeitos de promoverem uma noite de terror, com um homem morto a tiros e uma jovem morta a golpes de facão. Em uma cena chocante, um dos executores da segunda vítima bebeu sangue.
O primeiro crime foi registrado por volta de 23h de sexta-feira (29) na Vila Joaquim Severino Lopes, bairro Santo Antônio, onde foi morto com um tiro, Gerilton Correa Carvalho, de 28 anos.
O segundo assassinato ocorreu no mesmo bairro, quatro horas depois, onde foi brutalmente assassinada, a golpes de facão, Naiara Roberta Câmara, de 20 anos.
Uma das testemunhas é Maria das Graças, amásia de Gerilton. Ela informou para a Polícia Militar que dormia ao lado da vítima, quando acordou com um tiro e percebeu que Gerilton estava ferido e morto. Alega não ter visto quem atirou e de onde partiu o tiro.
A PM, entretanto, já levantou a informação que a casa onde aconteceu o crime foi arrombada e invadida por dois homens que efetuaram os tiros em Gerilton. O tenente PM Wallace, acredita que os parentes não quiseram falar a verdade por medo de retaliação dos criminosos.
Quatro horas depois, Naiara Roberta era assassinada também. A jovem foi ao local do crime onde ajudou Maria das Graças na limpeza da casa e na retirada de alguns pertences.
Quando terminaram, a jovem e mais duas pessoas, entre elas a amiga Maria das Graças, desciam pela rua José de Melo Corrêa, quando foram todos abordados por quatro indivíduos que os aguardavam escondidos em um local com pouca iluminação, todos armados com facões.
Dois dos integrantes do bando foram até Naiara e afirmaram: É você mesmo que nós queremos, X9" (pessoa que faz denúncias). Enquanto dois seguraram a vítima outros dois a golpearam com facão.
Em determinado momento, testemunhas dizem que a jovem conseguiu escapar dos seus executores e saiu correndo. Foi perseguida e apanhada novamente pelos agressores e mais uma vez agredida com facões até cair sem vida.
Na versão das testemunhas, um deles passou a mão na nuca de Naiara e, com o sangue na mão levou à boca e disse: Hum, que sangue doce".
Uma das mulheres, que acompanhava Naiara, tentou intervir no momento das agressões, mas foi contida por um dos assassinos que a ameaçou com o facão, desferindo dois golpes em sua direção, sem contudo, acertar a mulher.
Um dos criminosos determinou que a mulher também fosse morta, pois era testemunha do crime. "Ela é prova.Sem prova, não há crime". Ao ouvir a ordem, a mulher alega que saiu correndo, foi perseguida por um dos bandidos, mas conseguiu escapar.
A polícia já tem os nomes de todos os envolvidos, que são procurados e acredita que os autores dos dois crime sejam os mesmos. Tanto Gerilton quanto Naiara têm passagens pela polícia, por envolvimento com o tráfico de entorpecentes em Inhapim.
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