29 de abril, de 2016 | 12:14

PM e PC esclarecem assassinato cruel no bairro São Geraldo

Dois adolescentes de 16 estão apreendidos e um adulto de 24 anos é procurado por força-tarefa


FABRICIANO - Uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar permitiu que fossem identificados todos os suspeitos de envolvimento no assassinato de Ranielle Nascimento Santos, de 22 anos. Na noite de quarta-feira (27), a jovem foi morta a tiros e em seguida teve o corpo incendiado com gasolina, na rua José Sabino, bairro São Geraldo, em Coronel Fabriciano. A vítima era casada e deixou duas filhas.

Em menos de 24 horas dois dos três suspeitos, adolescentes de 16 anos, estavam apreendidos. Um adulto ainda é procurado e sua prisão é questão de tempo. As investigações apontam que os criminosos tomaram a iniciativa para intimidar as pessoas a não fazer denúncias sobre delitos no bairro. Acreditavam que ela era informante da polícia, fato que não se confirma. 

As polícias Civil e Militar afirmam que a jovem assassinada não tinha qualquer relação com denúncias sobre criminosos que atuam na comunidade. “Ficou comprovado que a tentativa de intimidação não funcionou. Tanto, que a própria população indicou os responsáveis”, avaliou o delegado Washington Moreira.

Ambos os menores infratores são moradores do bairro Santa Cruz e foram apreendidos nas proximidades dos locais onde residem. O terceiro suspeito foi identificado como João Paulo Venâncio Barbosa, de 24 anos, que já tem passagens por envolvimento com homicídios e tráfico de entorpecentes. 

“Foi um crime que causou uma revolta social muito grande, um crime bárbaro e covarde. Descobrimos quem são os autores e a motivação, que era assustar a população e a intimidar a não denunciar ações delituosas. Os dois adolescentes foram a um posto de combustíveis e compraram a gasolina. Eles esperaram a vítima sair da escola, a levaram para um local ermo, atiraram e depois tocaram fogo. 
Wellington Fred


delegado washington e capitão junior


Esse recado não funcionou. Ficou provado que a população de bem não aceita esse tipo de conduta e confia na polícia. As pessoas não se intimidaram e ajudaram a polícia a chegar aos responsáveis”, detalhou o delegado.

O delegado acrescentou que há provas do envolvimento dos três, fortes o suficiente para respaldar o fechamento do inquérito. Quanto a G.R.P., de 23 anos, preso anteriormente como suspeito, foi liberado porque não houve comprovação do seu envolvimento.

O capitão PM Juvelcino Soares Júnior explicou na entrevista para a apresentação da apuração do caso, nesta sexta-feira (29), que a ocorrência causou grande comoção social e um sentimento de necessidade de dar uma resposta rápida e à altura para a sociedade, dada a sua crueldade.

"O caso teve um impacto de cunho emocional, dado o grau de maldade ensejado no cometimento do crime. Envidamos todos os esforços necessários, para prender os autores. Recorremos ao ‘doutor’ Washington, que tem se dedicado ao esclarecimento de crimes assim e fomos todos em busca dos responsáveis. Com o apoio da comunidade chegamos aos autores. A prisão do adulto envolvido é uma questão de tempo", concluiu o oficial PM.

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