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28 de abril, de 2016 | 06:56

Morte na volta da escola

Moça é assassinada a tiros e depois tem o corpo incendiado, Brutalidade do crime revoltou moradores do São Geraldo, em Fabriciano


FABRICIANO – Um ato covarde revoltou os moradores do bairro São Geraldo, no fim da noite de quarta-feira (28). A estudante Ranielle Nascimento Santos, de 22 anos, foi assassinada a tiros e em seguida teve o corpo queimado na rua José Sabino. Um suspeito de envolvimento no crime foi preso durante rastreamento. G.R.P., de 23 anos, nega de forma veemente que tenha envolvimento no caso. Outros dois suspeitos de envolvimento são procurados.

O crime foi registrado por volta de 22h15, quando moradores escutaram vários disparos de arma de fogo. Foram vistos três jovens em volta do corpo de Ranielle. Eles jogaram algo sobre ela e atearam fogo. O trio fugiu em seguida, correndo rumo ao morro. Populares apagaram as chamas, mas a vítima já estava sem vida.

A Polícia Militar foi acionada e isolou a área para o trabalho da perícia da Polícia Civil. A perita Cristina Magalhães detectou várias perfurações de tiros na cabeça da jovem, porém o trabalho foi prejudicado diante da situação precária do corpo carbonizado.

Ao lado do cadáver da estudante, uma cena chocante: se podia ver a bolsa de Ranielle, caída com os livros e cadernos escolares. Um galão com substância inflamável utilizada para atear o fogo estava também bem próximo; objetos que foram recolhidos pelos policiais. O corpo da jovem foi encaminhado para o IML de Ipatinga. 
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HOMICIDIO SÃO GERALDO INCENDIADA


Houve no local do crime, a conhecida “lei do silêncio”, em um primeiro momento e ninguém quis ser testemunha. Porém, os policiais militares conseguiram as informações com várias pessoas revoltadas com o ato covarde, os nomes dos três suspeitos de serem os autores da barbárie no bairro. Além de G.R., outros dois suspeitos são procurados, um de 24 e outro de 30 anos.

Prisão de suspeito

Os policiais do 58º Batalhão de Polícia Militar (BPM) com os nomes dos suspeitos, realizaram buscas na cidade. Os militares localizaram G.R. na casa da namorada. Ele dormia quando foi detido e levado para Delegacia de Polícia Civil como suspeito.

G.R negou ter qualquer participação no crime. Em buscas na casa dele policiais encontraram cartuchos deflagrados e picotos (falharam no acionamento) de calibre de uso restrito e um telefone celular do suspeito.

G.R., que já esteve preso por uso de droga ilícita, insistiu que não tem relação com o caso. "Já trabalhei com o cunhado dessa mulher e com o marido dela. Quando fui preso nem sabia desse crime.

Não consigo imaginar quem repassou o meu nome para a polícia como suspeito. Ou me confundiram com outra pessoa, ou querem me prejudicar. Cheguei na casa da minha namorada e fui dormir por volta de 21h30", defendeu-se G.R.  [[##1297##]]

No dia 17 de abril, segundo a Polícia Militar, um adolescente foragido do centro de internação de Sete Lagoas, foi apreendido pelos policiais.

No telefone celular do jovem, encontrado na casa de um dos suspeitos da morte de Ranielle, havia mensagens deles tramando a morte de uma pessoa no bairro São Geraldo. O suspeito que deu abrigo ao adolescente conseguiu escapar do cerco policial e fugiu levando uma arma de fogo. 

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