20 de abril, de 2016 | 16:13
Operação Alfa 12 prende 21 pessoas
Ação da Polícia Militar e do Ministério Público teve como alvo tráfico e homicídios
Uma mobilização realizada nesta quarta-feira, pela Polícia Militar e Ministério Público, resultou em apreensão de armas, drogas ilícitas e prisão de dezenas de pessoas investigadas por envolvimento com os crimes de tráfico e de homicídios, em Ipatinga.
Comandante da 12ª Companhia de Missões Especiais, o major PM Lemos Dias explicou que, nesta quarta-feira, houve um trabalho concentrado para o cumprimento dos mandados de busca, apreensão e prisão, envolvendo 158 policiais, com o apoio de 46 viaturas. Entretanto, a operação era desenvolvida desde o dia primeiro de julho de 2015.
Neste período, várias pessoas já tinham sido presas, armas e drogas apreendidas. Somente neste dia 20, havia 67 mandados judiciais a serem cumpridos, dos quais, 31 são de prisão e outros 36 de busca e apreensão.
Esse trabalho teve como objetivo a repressão qualificada às organizações criminosas que atuam na Região Metropolitana do Vale do Aço, na prática do tráfico ilícito de drogas, roubos à mão armada, homicídios, dentre outros crimes”, enfatizou o oficial.
O balanço apresentado pelo comando da PM e Ministério Público mostra que, em função desse trabalho, a polícia avalia que cinco homicídios deixaram de ser efetuados, e evitados três roubos à mão armada e um arrombamento a caixa eletrônico.
Além disso, foram apreendidas 14 armas de fogo, um simulacro de pistola e munição, 23 celulares, dez veículos e R$ 3.435 em dinheiro. Também foram apreendidos três quilos de crack e nove quilos de maconha.
Uma das estratégias usadas pelo setor de inteligência da Polícia Militar, no período de levantamento de informações, foi identificar os líderes de grupos criminosos. A partir deles, a polícia chegou aos demais envolvidos nos crimes. Três núcleos principais foram alvo deste trabalho. Eles ficavam localizados na rua Maria Antonieta da Silveira, no bairro Vila Celeste, outro com base incerta atuava em cidades do Vale do Aço e em Caratinga e um terceiro, na rua Graúnas, bairro Vila Celeste.
Resultados
O promotor de Justiça, Bruno Schiavo, explicou que a união com a Polícia Militar é porque há um interesse comum, restituir a paz ao cidadão. O representante do MP manifestou confiança em condenações futuras dos envolvidos nos crimes, pois foram diversas as provas colhidas.
"Ao longo de nove meses foram efetuadas diversas prisões. São fortes as provas do envolvimento das pessoas que já estavam presas e das que foram presas nesta quarta-feira".
Acreditamos que o poder Judiciário, ao avaliar esses fatos e a defesa de todas as pessoas, vai condenar os envolvidos. Essas pessoas praticaram diversos crimes e, certamente, causavam intranquilidade muito grande no meio em que viviam", enfatizou.
No fim da entrevista o promotor acrescentou que novas ações qualificadas de repressão ao crime serão desenvolvidas. Veja vídeo com a entrevista sobre a Operação Alfa 12: [[##1289##]]
Provas
O comandante da 12ª Região da Polícia Militar, coronel Edvanio Carneiro, destacou que as prisões das pessoas só foram decretadas por haver laço probatório do envolvimento delas em crimes graves. O oficial destacou os crimes que foram evitados com a realização da operação, entre eles, cinco homicídios.
A quantidade de pessoas retiradas de circulação é considerável. São pessoas que ficavam à margem da lei e incomodavam pessoas que trabalham e produzem para que tenhamos um país melhor".
"Comprovadamente causavam incômodos com os crimes que cometiam e precisavam ser presas, para prevenir crimes. O Estado tem que cumprir o seu dever de repressão nestes casos, porque o ônus da liberdade de quem comete crimes recai sobre as pessoas de bem", concluiu o comandante.
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Conselheira Tutelar de Ipatinga está entre os presos na Operação Alfa 2
No cumprimento a um dos mandados de busca, prisão e apreensão, ocorrido na rua Nova Era, Centro de Ipatinga, o alvo foi R.M.S., de 41 anos, que é conselheira tutelar no município de Ipatinga.
As investigações indicam que ela atua como laranja” de um grupo que está envolvido com o tráfico de entorpecentes.
Para a polícia, a apreensão de documentos ocorrida nesta quarta-feira comprova a ligação de R.M. com um casal que comanda o esquema criminoso. Entre os documentos apreendidos estão cartões e extratos bancários e procurações.
O caso ainda está em apuração. No começo da tarde desta quarta-feira o Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente de Ipatinga respondeu ao Diário do Aço que ainda não tinha conhecimento das acusações contra a conselheira e que irá decidir, posteriormente, sobre a questão.
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