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16 de abril, de 2016 | 07:06

Assassinos se passam por policiais

Jovem de 17 anos é morto a tiros no São Domingos. Suspeita-se que o crime possa ter sido motivado por furto de botijão de gás


FABRICIANO -  O adolescente Gabriel Rondinelli Silva Alves, de 17 anos, foi assassinado a tiros no fim da noite de sexta-feira (15). O crime aconteceu na rua Flor de Liz, no bairro São Domingos, em Coronel Fabriciano, onde a vítima morreu com tiros na cabeça e tórax. A polícia já tem alguns suspeitos da execução, motivada possivelmente por causa do furto de um botijão de gás ocorrido em uma residência. Gabriel era suspeito de ter praticado o crime contra o patrimônio.

O assassinato aconteceu por volta de 23h30, como contaram as testemunhas para a Polícia Militar. Dois homens chegaram a pé na casa onde o adolescente estava. Os assassinos estavam vestidos com roupas pretas e encapuzados. Um dos desconhecidos empunhava uma arma de fogo e disse ser da polícia.

 

Neste momento, três jovens saíram correndo para um matagal, porém ficaram para trás, Gabriel e um casal de namorados. Os assassinos dispararam vários tiros contra a vítima e fugiram em seguida. O jovem baleado morreu no local antes da chegada do socorro.

 

O perito Matheus Sena, da Polícia Civil, realizou os trabalhos na cena do crime e constatou que a vítima morreu atingida por quatro tiros, dos quais, três na cabeça e outro no lado direito do peito, conforme apurou o Portal Diário do Aço.  
Reprodução


HOMICIDIO SÃO DOMINGOS GABRIEL


 

Policiais militares, que registraram a ocorrência, levantaram algumas pistas sobre o crime. Elas indicam que a morte de Gabriel ocorreu pela cobrança de um “vacilo”. Houve o furto de um botijão de gás, no bairro Recanto Verde. Uma pessoa, amiga da vítima do furto, ameaçou o adolescente e um amigo dele, para que contassem sobre o furto. Este “cobrador” teria ligação com um velho conhecido da polícia, traficante na região.

 

A mãe do adolescente assassinado, em conversa com os policiais, negou que o filho tenha participado no furto do botijão de gás de cozinha. Ela alega que o verdadeiro autor seria o amigo do filho dela, um rapaz que se encontrava na casa invadida pelos assassinos de Gabriel e que escapou dos tiros.

 

Inclusive, a mulher escutou os tiros que mataram o filho. Ao ir verificar o ocorrido, viu de longe os autores correndo. Equipes da Polícia Militar realizavam buscas até a tarde deste sábado, porém sem sucesso na localização dos possíveis autores da execução de Gabriel.

 

Com o crime de sexta-feira, Coronel Fabriciano chega a 14 assassinatos em 2016. Em igual período de 2015 foram registrados 15 homicídios. Os dados constam do banco de dados do Portal Diário do Aço, sobre crimes violentos contra a vida. 

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