15 de março, de 2016 | 19:20
Policial Civil responde processo por morte de estudante
Tramita em Caratinga processo por homicídio dentro do Clube do Cavalo no Vale do Aço
CARATINGA Uma audiência no Fórum Faria e Sousa, em Caratinga, esta semana, foi marcada por protestos feitos por familiares do técnico em eletrotécnica e estudante de Engenharia Elétrica, Johnes Martins, de 20 anos, vítima de assassinato na madrugada do dia 9 de dezembro de 2011.
O crime ocorreu no interior do Clube do Cavalo do Vale do Aço, localizado às margens da BR-458, nas proximidades de Ipatinga. Familiares e amigos pediram justiça no caso que tem como acusado o policial civil Isael Júnior Dias, 33 anos, que responde o processo em liberdade.
"Parece que ele partiu hoje, porque a ferida continua no coração da gente. É muito triste. Ele não pode voltar, mas esperamos que seja feita justiça. Poucas pessoas sabem o que é perder um filho que tinha um sonho", afirmou a mãe, Marilene Gonçalves.
O levantamento à época indiciou que Johnes Martins, morador na rua Êxodo, bairro Caçula, em Ipatinga, participava do evento Quintaneja, quando estourou um conflito envolvendo algumas pessoas. Um dos seguranças chegou a imobilizar um dos envolvidos.
Assim que o homem se soltou, sacou da cintura uma arma de fogo e disparou uma vez, à queima-roupa, acertando o tórax de Johnes. A família insiste que Johne não participava da briga, apenas teria ido buscar um amigo no meio do tumulto, momento em que houve o disparo.
O então delegado regional de Ipatinga, João Xingó de Oliveira, informou que, em depoimento, o policial civil alegou que o tiro foi disparado em meio à confusão. Ele disse que a arma da Polícia Civil que portava, um revólver calibre 38, caiu.
Isael nunca foi preso. Apresentou-se dois dias depois ao delegado regional, entregou a arma e responde processo em liberdade. A família protesta. O que esperamos agora é que o promotor de Justiça avalie bem esse processo e peça a prisão dele".
"Esperamos que a justiça seja feita e o responsável pela morte do Jhone seja preso e pague pelo que fez. Meu filho, que ele matou, era um sonhador. Sonhava em ser engenheiro, trabalhar em uma empresa grande. Foi um sonho interrompido", concluiu a mãe.
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