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16 de fevereiro, de 2016 | 23:36

Crimes de grande repercussão vão a Júri Popular em Ipatinga

Julgamentos de processos da 2ª Vara Criminal começam dia 22 e vão até 26 de fevereiro


DA REDAÇÃO - O Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga volta a se reunir para julgar crimes contra a vida, desta vez, em processos que tramitam na 2ª Vara Criminal. No começo do ano, foram a julgamento oito réus, acusados de assassinatos na comarca.

As sessões de julgamento do Júri Popular serão reabertas no dia 22, próxima segunda-feira, quando o conselho de sentença decide sobre Geraldino Pereira de Moura, considerado foragido. Geraldino responde pelo assassinado de Sebastião Ludovino de Siqueira, de 66 anos, um crime registrado em 22 de fevereiro de 2013, na porta de sua casa, no bairro Águas Claras, em Santana do Paraíso.

As investigações apontam que o crime foi motivado por vingança. Ludovino era pai de Daniel Wattson Costa Siqueira, um dos acusados de assassinar o cabo Amarildo Pereira, irmão de Geraldino. O inquérito afirma que Ludovino foi morto para forçar Daniel a aparecer, já que depois do assassinato do militar, em 9 de janeiro de 2013, ele fugiu.

Esse caso foi investigado pela força-tarefa do Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa (PHPP), que veio ao Vale do Aço apurar crimes que tinham policiais civis e militares como suspeitos de autoria.

No dia 23 de fevereiro, vão a julgamento Leandro Filipe Santos Cândido e Igor Duarte Medeiros. Ambos são acusados de uma tentativa de homicídio contra Werbert Soares Santos, na noite de 21 de abril de 2015, quando foi atingido por diversos disparos de arma de fogo na avenida das Flores. Webert conseguiu escapar da morte porque correu e se refugiou em uma casa.

No dia 24, vai a julgamento Emanoel Dutra Da Silva, que responde pelo assassinato de Hilton Izac Figueiredo, no dia 31 de março de 2013, em Ipaba.

Irmãs Agapito

No dia 25, vai a julgamento outro caso de grande repercussão, ocorrido em uma lanchonete, no bairro Bethânia. Acusados de um homicídio e uma tentativa de homicídio, serão julgados os irmãos Roberson Flávio Santana, 32 anos, e Rosiane Noemi de Souza Santana, 30 anos, além de Andreia Fabiana Barbosa Paiva, mulher de Roberson. Os três acusados estão foragidos e serão julgados à revelia. O único presente será o pai, ex-policial civil, José Ivanil Santana, 63 anos, que responde preso pelo crime.

A família é acusada de assassinato de Simone Agapito da Silva, na época com 36 anos, e de tentativa de homicídio contra a irmã dela, Elen Cristino Agapito, então com 32 anos. O crime, na noite de 24 de julho de 2013, foi motivado por uma rixa passional antiga entre Rosiane e Simone. Em uma noite, as duas se reencontraram na lanchonete e uma briga generalizada terminou em tragédia. Ivanil deu fuga aos filhos e à nora. Por isso, também responde pelo crime.

Atualização do resultado do julgamento 

No dia do julgamento, o processo foi desmembrado. Ivanil foi levado a julgamento e absolvido. Já os filhos e a nota foram levados a julgamento no dia 8 de abril. Roberson Flávio Santana foi sentenciado a 20 anos de prisão.

A irmã, Roseane Noemi de Souza Santana a um ano e três meses por homicídio culposo ( sem intenção de matar). A mulher de Roberson, Andréia Fabiana Barbosa, foi absolvida.

Os réus, que estavam foragidos, não compareceram ao Júri Popular e foram defendidos pelo advogado criminalista Jayme Rezende, que defendeu a tese da legítima defesa. Já, o MP, sustentou que Roberto deu as facadas nas vítimas, o que levou à morte Simone Agapito e deixou gravemente ferida outra pessoa.

Depois do crime, Roberson, a mulher e a irmã, Roseane, fugiram do local do crime. O pai de Roberto e Roseane, o policial civil aposentado José Ivanil Santana, que chegou a ser preso e ficou recolhido à Casa do Policial Civil, em Belo Horizonte, por dois anos e sete meses, e foi levado a julgamento no mês de fevereiro, quando foi absolvido das acusações de coautoria do homicídio e tentativa de homicídio.

Guerrinha Planalto x Veneza 

O último julgamento da agenda do Tribunal do Júri será no dia 26, quando Stenio Douglas Ferreira Madeira responderá pelo homicídio de Marlon dos Reis Vilela e da tentativa de homicídio de Brenner Henrique Ramos e Marlon Jose Pimentel, em 1º de setembro de 2014.

Os três estavam na porta de uma casa na rua Curitiba, quando aproximou-se um Fiat Uno da cor prata. Os ocupantes efetuaram diversos disparos, que deixaram como saldo um morto e dois feridos. Esse foi um dos últimos crimes na “guerrinha” entre grupos dos bairros Planalto e Veneza.

A atividade dos grupos foi minada com operações das Polícias Civil e Militar, que levaram vários deles à prisão por crimes contra a vida, contra o patrimônio e tráfico de drogas. 

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