EXPO USIPA 2026

22 de janeiro, de 2016 | 18:23

Inquérito indicia seis pelo latrocínio do taxista Renor

Delegado Washington Moreira explica conclusões importantes do inquérito. Renor não era pedófilo e crime foi premeditado no Natal.


FABRICIANO – O titular da Delegacia de Investigação de Homicídios em Coronel Fabriciano, Washington Moreira, já concluiu o inquérito que apurou o envolvimento de seis pessoas no latrocínio do taxista Renor Maria da Silveira, de 71 anos, encontrado morto dia 28 de dezembro, em uma área rural entre Coronel Fabriciano e Antônio Dias, com acesso pelo contorno rodoviário da BR-381.

 

Foram indiciados três adultos, Vitor Lineker Sales Costa, 18 anos, Thaylor David Lage, 18, e Wederson Henrique do Carmo Reis, 26, todos presos, além de dois adolescentes, de 15 anos e uma adolescente, da mesma idade, também apreendidos em centros socioeducativos. 

 

O delegado explicou que a apuração do caso é resultado de um trabalho conjunto das Polícias Civil e Militar para se chegar a uma resposta rápida diante do caso que assustou toda uma região e que não poderia ficar sem punição.

 

Washington Moreira explicou que as investigações levaram a duas conclusões importantes. O taxista não era um pedófilo, como afirmaram alguns dos envolvidos para justificar a tortura praticada, e nem foi apanhado por acaso, foi um crime premeditado pelo grupo no dia 25/12.

 

“O taxista foi escolhido a dedo pelos criminosos. Foi um crime premeditado um dia anterior à data do crime (26/1) quando seis pessoas, lideradas pelo Wederson Henrique, o João Neguinho, arquitetaram o plano de subtrair os bens da vítima e, se necessário, torturar para pegar a senha do cartão bancário. Para isso, contrataram uma corrida, renderam o taxista e o levaram para o meio do mato onde o deixaram amarrado a uma árvore e fugiram no seu carro, levando os bens”, detalhou. 
Reprodução Arquivo Diário do Aço


Thaylor, Wederson e Vitor Liniker


 

O delegado acrescentou que as investigações também concluíram que o taxista gostava de sair com mulheres jovens, de 16 a 27 anos, mas o seu comportamento não foi considerado pedofilia. Ficou comprovado que tentaram usar o cartão de movimentação bancária de Renor e não conseguiram porque faltou um conjunto de letras da senha.

 

“A vítima passou dois dias amarrada a uma árvore e agonizou no meio do mato. Morreu por desidratação e asfixia. Do grupo de seis suspeitos de envolvimento, apenas dois negam o crime, Wederson e Thaylor”, acrescentou o delegado.

 

Entre o grupo preso, um adolescente está recolhido em Sete Lagoas, a adolescente está em Belo Horizonte e um terceiro em Ipatinga. Os maiores estão recolhidos ao presídio de Coronel Fabriciano.  

 

“Agora encaminhamos o inquérito à Justiça. Os menores devem ter audiência de instrução nos próximos dias e podem pegar até três anos de internação em centros socioeducativos. Os adultos podem pegar pena máxima de 30 anos de reclusão, tendo em vista a soma das penas por tortura, latrocínio (roubo seguido de morte da vítima) e formação e quadrilha, entre outros crimes”, detalhou o delegado.
Wellington Fred


sepultamento renor


 

MAIS:

Menor de idade é abordado com arma de fogo - 22/01/2016

Adolescente estava armado no Cidade Nobre - 22/01/2016

Combate ao tráfico em Antônio Dias - 22/01/2016

CURTA: DA no Facebook

SIGA: Twitter: @diarioaco



ADICIONE:  G+


WhatsApp Diário do Aço 31-98591 5916 (Envie fotos, vídeos, denúncias e sugestão de notícias)


 
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário