03 de janeiro, de 2016 | 22:40
Hilux clonada manda mulher para a delegacia
Suspeita foi denunciada de forma anônima de pertencer a uma quadrilha envolvida com clonagens de veículos
PARAÍSO A polícia investiga a atuação de Geovana Coelho Soares, de 37 anos, suspeita de praticar golpes na região. Ela foi presa em uma operação da Polícia Militar na rua Jamil Selim de Salles, no bairro Cidade Nova, no fim de semana. Em poder da mulher foi apreendida uma picape clonada, dinheiro e tarjetas de placas de outros automóveis.
A ocorrência começou com uma denúncia que a mulher seria parte de uma quadrilha envolvida com a clonagem de veículos.
A informação ainda apontava que a suspeita estaria de posse de uma Toyota Hilux, veículo este clonado, ou seja, produto de roubo ou furto, e que usava a placa de outra picape em situação regular.
Os policiais confirmaram que no endereço citado na denúncia estava a Hilux, placas OMB-7234 (Belo Horizonte). Em contato com o proprietário, na capital mineira, foram informados que o veículo com as placas originais estava em sua posse.
O dono da Hilux acrescentou ainda ter feito uma queixa na Polícia Civil, pois já desconfiava que a placa de sua picape havia sido clonada.
Na casa de Geovana, policiais militares verificaram a documentação da picape e descobriram, pelo número do chassi ser de um veículo tomado de assalto em Mateus Leme, Região Metropolitana de Belo Horizonte, no dia 17 de novembro de 2015.
Os militares foram informados, também de forma anônima, que a mulher era vista frequentemente trafegando no Hyundai i30 prata, placas EGR-9988.
A suspeita negou saber de tal automóvel. Por azar dela, os PMs encontraram um registro policial, de dezembro de 2014, onde consta Geovane como a condutora do carro. Dias depois, este Hyundai foi visto abastecendo em posto de combustíveis. O motorista pagou a conta com uma cédula falsificada de real, conforme relataram ao Portal Diário do Aço, os policiais envolvidos na operação.
Tarjetas
Em buscas na casa da suspeita, policiais encontraram tarjetas de placas de identificação de veículos, porta-documentos, o CRLV da picape clonada, um cheque no valor de R$ 5,4 mil e R$ 7,9 mil em dinheiro.
Geovana alegou aos policiais que adquiriu a picape por R$ 40 mil, mas não soube detalhar a origem da compra do veículo.
Um inquérito aberto na 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil passa a investigar o envolvimento da mulher com o crime de receptação. No decorrer do inquérito será avaliado se Geovana está envolvida em outros delitos.
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