04 de dezembro, de 2015 | 15:10
Ajudante confessa que encomendou morte por R$ 300 em Belo Oriente
Com prisão decretada pela Justiça, Valdir Ferreira de Oliveira parece desconhecer gravidade do crime que cometeu
IPATINGA - Com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, está recolhido ao sistema carcerário, o ajudante Valdir Ferreira de Oliveira, de 44 anos. Ele foi preso esta semana em Belo Oriente, como o mandante do assassinato de Geraldo Nunes da Silva, o Moiado, de 42 anos, vítima de uma execução na noite de 24/11, praticada na frente da mãe idosa e do filho, de oito anos.
O palco do crime foi na varanda da residência da família, no povoado de Braúna Grande. Os dois homens que usaram uma motocicleta para ir à casa da vítima executar o crime, a mando de Valdir, já foram identificados pela polícia e ainda são procurados.
Valdir Ferreira chegou a se esconder no mato, depois do crime, pois sabia que seria procurado, mas acabou voltando para a cidade e foi preso na casa da irmã dele, em Belo Oriente.
O delegado Rodrigo Manhães fez a apresentação de Valdir, na manhã desta sexta-feira em Ipatinga, e explicou que o autor confesso do mando do crime vai responder por homicídio qualificado, pois, pelo assassinato, prometeu pagar a dois homens a quantia de R$ 300. Para o delegado, estão presentes outras qualificadoras como motivo banal e dificuldade de defesa da vítima, apanhada em uma emboscada na própria residência.
A motivação principal é a mesma relatada pela Polícia Militar na noite do crime. Havia discordância entre Valdir e Geraldo Nunes acerca da guarda do filho da vítima, de oito anos, que ficava uma parte da semana na companhia da mãe e do padrasto e outra parte com o pai biológico.
Valdir decidiu resolver a questão da pior forma possível. Em uma mesa de bar, combinou o assassinato com um conhecido dele, identificado como Gordinho. O valor acertado pela empreitada foi R$ 300. Gordinho, com um comparsa que conduziu uma moto, cumpriu o acordo e executou Geraldo a tiros.
Para atrair a vítima para fora da casa, o condutor da moto fingiu que estava perdido e parou para pedir informações sobre como chegar a Belo Oriente. Chamou Geraldo pelo apelido (Moiado) enquanto o comparsa passou por trás da residência e surpreendeu a vítima na varada.
O valor combinado nem chegou a ser pago. Valdir disse que, depois do assassinato, o amigo não apareceu para pegar o dinheiro. Perguntado sobre arrependimento, Valdir parecia desconhecer a gravidade do crime que confessava na delegacia da Polícia Civil: Minha situação? Está tranquila, né. Deixo tudo nas mãos de Deus”. [[##1090##]]
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