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29 de outubro, de 2015 | 15:04

Jovem de 19 anos confessa execução de Mariza Fialho

Executor de Mariza Fialho, Vianinha se apresenta à polícia e relata a dinâmica do crime


Com atualização de dados às 17h

FABRICIANO - Acompanhado de um advogado, apresentou-se na Delegacia de Polícia Civil em Coronel Fabriciano, nessa quinta-feira (29/10), o jovem que confessou ser o autor da execução da cabeleireira Mariza Gonçalves Fialho, de 33 anos, há exatamente uma semana. Trata-se de Jose Viana Silva Neto, o Vianinha, de 19 anos.

O autor confesso do homicídio morava no bairro Centro-Norte de Timóteo e já tinha passagens pela polícia já prestou depoimento sobre o crime. Ele morava no mesmo bairro onde Mariza era sócia proprietária de um conhecido salão de beleza.

A Polícia Civil já tinha pedido e a Justiça da Comarca de Coronel Fabriciano decretou a prisão preventiva de Vianinha, que responderá ao inquérito recolhido à prisão.

Conforme o Diário do Aço antecipou na edição de ontem, a polícia já tinha identificado o executor de Mariza Fialho, que morreu com vários tiros na noite de quinta-feira (22/10). Na quarta-feira, policiais militares sabiam do esconderijo de Vianinha e tentaram capturá-lo no povoado de Santa Rita, município de Marliéria.

O jovem, que até então apenas suspeito do crime, conseguiu escapar do cerco. Seu advogado, Antônio Carlos Cacau de Araújo informou, então, que ele já havia decidido se entregar em Coronel Fabriciano, o que foi confirmado na tarde dessa quinta-feira.

Além de combinar o valor de R$ 5 mil pelo crime, executado com a ajuda de um terceiro envolvido, condutor da motocicleta, Vianinha confessou ter recebido do marido da vítima, o aposentado Maurílio Bretas Lage, de 56 anos, a motocicleta que era de propriedade da vítima.

A versão do autor confesso da execução é que foram pagos R$ 1 mil em dinheiro e outros R$ 4 mil seriam pagos na segunda-feira, quando também a motocicleta deveria ser devolvida. 
Album pessoal


Mariza fialho


Vianinha relatou que atirou seis vezes e foi embora. Entretanto, como há nove perfurações de entrada de projéteis de arma de fogo no corpo da vítima, a polícia acredita que outra arma foi usada no crime. O caso ainda está em apuração.

O depoimento de Vianinha corrobora a veracidade dos indícios levantados pelas polícias Militar e Civil, desde a noite do crime, segundo os quais o marido estava envolvido no assassinato, dadas as contradições no depoimento dele ainda no local do crime, a estrada da Ponte Mauá, que dá acesso ao contorno rodoviário da BR-381, próximo ao distrito de Cachoeira do Vale. Desde o dia seguinte ao crime, Maurilio está recolhido no presídio de Coronel Fabriciano. Oficialmente, ele ainda não confessou a autoria do mando do crime.

Assista no vídeo, abaixo, a entrevista do delegado  Amaury Tomaz, que tomou o depoimento de Vianinha:

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