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24 de outubro, de 2015 | 11:40

PC afirma que marido mandou matar Mariza Fialho

Delegado aponta indícios que levam à conclusão sobre envolvimento de Maurílio Bretas


FABRICIANO – Falta apenas a confissão. A Polícia Civil está convencida que o aposentado Maurilio Bretas Lage, de 56 anos, mandou matar a mulher dele, a cabeleireira Mariza Gonçalves Fialho, de 33 anos, e presenciou a execução dela.

O titular da Delegacia de Homicídios em Coronel Fabriciano, Jorge Caldeira, confirma que Maurilio está recolhido ao presídio local e será mantido preso no curso das investigações que permitam à polícia ter certeza do que ocorreu de fato, na noite de quinta-feira (22/10), quando Mariza Fialho, sócia de um conceituado salão de beleza no Centro Comercial de Timóteo, foi assassinada com vários tiros.

“Chegamos à conclusão que a primeira versão, que se trataria de um roubo, não coaduna com a realidade. De fato nós tivemos foi um homicídio, no qual o marido teve efetiva participação no crime. Algumas situações já foram verificadas que levam a esse entendimento, principalmente em relação ao local, corpo da vítima, disparos. Suspeitamos também da participação de terceiras pessoas, que foram os responsáveis pela execução do crime. O que podemos dizer no primeiro momento é que ele contratou o serviço para que a esposa fosse morta”, afirmou o delegado. 

O suspeito é acompanhado por dois advogados, vindos de Caratinga e pela filha do primeiro casamento dele, que veio de Belo Horizonte e também é advogada.  [[##994##]]

No fim da tarde de sexta-feira, os advogados estiveram em longa reunião com o delegado que preside o caso. A reportagem do DIÁRIO DO AÇO apurou que havia possibilidade de Maurílio Bretas confessar a autoria do crime, mas a condição para isso era ser colocado em liberdade para responder ao inquérito, o que é permitido por lei desde que o investigado não coloque em risco as investigações nem represente ameaça a eventuais testemunhas. A reunião não progrediu e Maurilio Bretas está no presídio.

Jorge Caldeira afirma que na sexta-feira (23/10), foram ouvidas na delegacia diversas pessoas ligadas à vítima e elas disseram sobre o envolvimento de Maurilio Bretas com o jogo de baralho, dívidas e compulsividade por dinheiro.

“O relacionamento dos dois era permeado por briga constante por questões financeiras”, enfatizou o delegado. Os levantamentos nos arquivos criminais indicam que Maurilio não tem passagens relevantes pela polícia, até então.

O delegado acrescentou que o trabalho de investigação vai continuar e as pessoas que tiverem informações devem contribuir com a polícia. “A nossa busca, agora, é pelos executores dessa morte”, concluiu o delegado.

Wellington Fred


polícia delegado jorge caldeira


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