22 de outubro, de 2015 | 21:45

Marido é autuado por suspeita do homicídio de Mariza Fialho

Maurílio Bretas é investigado por causa de crime de grande repercussão


Com atualização de dados às 19h de 24/10

TIMÓTEO – Foi sepultado no fim da tarde de deste sábado (24/10) o corpo de Mariza Gonçalves Fialho, de 33 anos, assassinada a tiros na noite de quinta-feira (22/10).

O sepultamento ocorreu no cemitério Jardim da Saudade, no bairro Santa Maria. A família aguardava a chegada de uma irmã dela, que mora na Itália.

Sócia-proprietária do conceituado salão Mariza Fialho Instituto de Beleza, localizado na rua Vinte de Novembro, atrás da Igreja São José Operário, no Centro Comercial Acesita, Mariza Fialho foi assassinada a tiros em um trecho da estrada de acesso ao contorno rodoviário da BR-381, logo depois da Ponte Mauá, perto da Estação Ferroviária Mário Carvalho.

A área, logo depois do rio Piracicaba, pertente a Coronel Fabriciano. Mariza era sobrinha do vereador Vanderlei Cupertino Fialho, o Canídia (PT), atual presidente do Legislativo fabricianense.  
Wellington Fred


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Desde as primeiras informações sobre o crime, divulgadas na noite de quinta-feira, há uma forte repercussão do caso, principalmente pelo fato de a cabelereira ser muito conhecida na região. Amigos não param de postar mensagens em que pedem justiça e lamentam a perda de uma pessoa que classificam como muito boa, trabalhadora, talentosa e profissional, entre outros qualificativos.  

O marido dela, o aposentado Maurílio Bretas Lage, de 56 anos, está preso como suspeito de ter mandado matar a cabeleireira e testemunhou o crime. Veja reportagem sobre o assunto no Portal Diário do Aço.

Início da história

No fim do expediente, Mariza Fialho fechou o salão e saiu com o marido, o aposentado Maurilio Bretas Lage, de 56 anos, no carro do casal, um Citroen C3. Horas depois a polícia era acionada com a informação do crime.

Familiares informaram ao DIÁRIO DO AÇO que os dois eram casados, tinham um filho adotivo de sete anos, chegaram a se separar, mas depois reataram o relacionamento. A mãe, Vanda Elizabeth Fialho, 58 anos, informou que o casal tinha desentendimentos frequentes por causa de dinheiro que sumia do salão e cuja suspeita de furto recaía sobre Maurilio.

Os familiares acrescentaram que Maurilio também tinha desentendimentos com a sócia de Mariza no estabelecimento comercial. Por fim, os familiares foram enfáticos ao afirmarem que o marido é o suspeito do crime, que ainda está em apuração. Veja o vídeo abaixo, com o depoimento. 

Contradições

Ao falar para a Polícia Militar, ainda na cena do crime, Maurilio Bretas Lage entrou em contradição sobre a dinâmica dos fatos. Ele disse que, depois do trabalho da mulher, o casal decidiu ir a um motel em Ipatinga, por isso pegaram o atalho que levaria ao contorno rodoviário da 381. Disse que foram rendidos por dois homens em uma motocicleta alta, da qual não se recorda as características, modelo ou cor.

O carona desceu da moto e o obrigou a ajoelhar-se do lado esquerdo do automóvel. O assaltante que o rendia teria se assustado quando Mariza saiu do banco dianteiro do passageiro e correu. O assaltante efetuou os tiros contra a mulher, que caiu na estrada. Maurílio não soube informar para qual direção os criminosos seguiram.

Afirmou ter acionado a Polícia Militar pelo telefone 190, mas nem na central da PM nem no telefone celular dele constam a sua chamada. Na prática, ele ligou para o sogro, exatamente às 20h23 e avisou que Mariza tinha sido baleada em um assalto.    [[##991##]]

Ele também entrou em contradição sobre o local onde teria se ajoelhado, rendido pelos assaltantes.  Ao ser questionado porque sua roupa estava limpa, disse não se lembrar se tinha mesmo ajoelhado. Também fez confusão sobre o local onde ficou rendido pelo assaltante, se a três metros do carro ou se atrás da porta do motorista.

Há, ainda, o relato de uma testemunha, que mora próxima à cena do crime e informou que escutou três disparos de arma de fogo e um grito de mulher pedindo socorro. Ao se aproximar, encontrou a vítima caída. O homem também disse que, depois dos tiros, não escutou nenhum ruído de motocicleta saindo da cena do crime.
O corpo de Mariza foi encontrado com perfurações no abdome, perna, costas e braços. No bolso de Mariza foram encontrados cerca de R$ 1 mil, em dinheiro e cheques. Ela também usava alianças e anéis. Nada foi levado pelos supostos assaltantes.

Depoimento

O delegado de Polícia Civil, Jorge Caldeira, tomou o depoimento de Maurilio Bretas Lage durante toda a manhã de sexta-feira e começo da tarde.

No fim da tarde passada o delegado confirmou ao DIÁRIO DO AÇO que decidiu pela autuação em flagrante do marido, por homicídio. Nesse caso, o suspeito fica preso por tempo indeterminado. Caberá à sua defesa pedir ou não o relaxamento da prisão.

O delegado disse que está em busca de provas do envolvimento de Maurilio Bretas Lage no homicídio e não descarta a participação de outras pessoas. No depoimento que prestou ao delegado, o marido negou o assassinato, mas admitiu que tem dívidas com agiotas, é viciado em carteado e confirma que entrou em desentendimento com a mulher porque ela decidiu comprar um apartamento, no valor de R$ 160 mil, para uma irmã dela, como forma de pagamento por outro imóvel que ficou com Mariza.

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Wellington Fred


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