06 de setembro, de 2015 | 00:02
Camaleões” do crime
Pessoas que se escondem sob o nome de outras para cometer delitos atormentam a polícia
IPATINGA - A Delegacia de Acervos em Ipatinga apura inúmeros inquéritos policiais em que pessoas foram registradas em ocorrências com outros nomes. Uma relação da delegacia aponta que o uso de nomes falsos pelos criminosos são preocupantes e o artifício prejudica as investigações e a punição dos criminosos, principalmente, no caso dos inquéritos policiais antigos, que envolvem pessoas que foram detidas e autuadas com nomes falsos e depois liberadas para responder em liberdade.
Dentre os casos mencionados chama a atenção o investigado Davison Borges Nogueira, que durante muitos anos foi conduzido pela Polícia Militar e preso com o nome de um primo dele, F. Borges da Silva. Somente na cidade de Ipatinga Davison se envolveu em 18 ocorrências policiais, das quais em 12 delas foram pela prática de furtos em bairros diversos como o Centro, Veneza, Jardim Panorama e Iguaçu.
Não obstante as diversas passagens nesta cidade, contabiliza-se ainda outros envolvimentos em crimes cometidos em outros lugares”, afirma o delegado Gilmaro Alves, titular da Delegacia de Acervos.
O delegado explica que, a partir do ano 2000, com o advento da lei 10.054, posteriormente foi revogada pela lei 12.037/2012, todas as pessoas indiciadas em inquéritos policiais e autuadas em auto de prisão em flagrante devem ser identificadas, civilmente ou criminalmente, com a confirmação dos documentos. A Delegacia de Acervos em Ipatinga conta hoje com mais de 1.800, e não, raro, as pessoas que no passado foram conduzidas sem apresentação de documentos e sem serem formalmente identificadas, não são mais encontradas. O fato dificulta a juntada de documentos e a identificação real das pessoas para serem levadas à Justiça.
Gilmaro Alves explica que somente em relação a Davidson Borges Nogueira, nos meses anteriores foram concluídos quatro inquéritos, em que ele aparece usando o nome de outra pessoa ao ser detido pela PM.
Na tarde desta sexta feira, 04/09, concluímos mais um inquérito em que ele está indiciado por furto. Após ser ouvido, Davison confessou que, de fato, havia fornecido o nome do primo dele, F. Borges da Silva”, detalha o delegado. Atualmente, Davison encontra-se recolhido ao Ceresp de Ipatinga, justamente pelo crime de furto qualificado. A prisão facilitou a verificação da identidade real dele.
Outro caso semelhante em Ipatinga, explica Gilmaro Alves, é o de Érica Juliana Lourenço, que também está em tramitação na Delegacia de Acervos. A mulher aparece envolvida em diversas ocorrências policiais e sempre forneceu o nome da irmã H.C.L.A. Érica possui somente em Ipatinga, cinco registros policiais pela prática de furtos e uso e tráfico de entorpecentes.
Solicitamos a divulgação da foto de Davidson Borges Nogueira por questão de segurança pública. Nós solicitamos que, se alguém foi vítima da referida pessoa, que procure pela Delegacia de Acervos e relate o caso. A polícia não descarta a ideia do investigado ter se envolvido em crimes violentos em Ipatinga e região”, conclui Gilmaro Alves.
MAIS:
Jovem assume que traficava LSD - 05/09/2015
Idosa morre atropelada por moto no bairro Cidade Nova - 05/09/2015
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]













