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10 de agosto, de 2015 | 20:59

Jovem assassinado sonhava em ser engenheiro

Família relata a dor da perda de adolescente no Dia dos Pais e explica como viva menino cercado e assassinado por motoqueiros.


PARAÍSO – A polícia investiga a motivação de um assassinato registrado no fim de semana na rua Jaspe, no bairro Residencial Paraíso (antigo Minas Caixa), em Santana do Paraíso. Os autores eram homens que estavam em três motocicletas.

Por causa do perfil da vítima, o assassinato intriga a polícia e suspeita-se que os assassinos confundiram Rafael Pedro Gonçalves, de 14 anos, com outra pessoa e o mataram. A família também relata que o jovem assassinado tinha um sonho: formar-se em engenharia elétrica, mesmo ramo de atuação do pai.

As testemunhas contaram para policiais militares que, por volta de 21h40, de sábado (08/08) escutaram vários disparos de arma de fogo. Posteriormente, encontraram o jovem caído. Populares socorreram o estudante e o encaminharam à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), no bairro Canaã, em Ipatinga, mas ele não resistiu e morreu.

Os familiares relataram que Rafael e um irmão retornavam de um culto evangélico. Eles viram que passaram pela família duas motos Honda Titan e uma terceira moto Honda XRE 300 em baixa velocidade.
Os ocupantes dos veículos pareciam procurar alguém.

Pouco depois escutaram cinco disparos de arma de fogo. Correram para local e encontraram o adolescente caído inconsciente.

Os profissionais da UPA informaram que Rafael foi atingido com dois tiros, um na axila esquerda e outro no tórax. 
Wellington Fred


Adeylton José Gonçalves


Indagações
Pai da vítima, o encarregado de elétrica, Adeylton José Gonçalves, afirma que teve o Dia dos Pais mais triste que se pode ter.

Ele informou ao Diário do Aço que sábado chegou de Itabira, de uma viagem de trabalho, e estava deitado, descansando, quando escutou os tiros. Descobriu segundos depois que foram aqueles tiros que ceifaram a vida de um de seus filhos.

Adeylton conta que se levantou e, no portão, encontrou o irmão de Rafael, que corria para casa. O corpo do outro filho estava caído a poucos metros de distância da residência. O pai relata que correu e pegou Rafael no colo, ainda com vida.

"Era um menino que não fazia mal a ninguém.  A vida dele era de casa para a escola e depois para a igreja. Na hora em que levou os tiros voltava da Igreja Batista Nacional, com os irmãos. Queremos justiça e precisamos saber por que aconteceu isso. Não vemos explicação para isso", afirmou o pai.

Adeylton disse que alertava constantemente os filhos para que retornassem rapidamente para casa, pois a violência nas ruas está demais e os riscos são grandes. Além de Rafael, Adeylton tem mais quatro filhos.

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