05 de agosto, de 2015 | 19:50
Acusada de homicídio em briga no Caravelas é presa
Jovem de 20 anos alega legítima defesa, mas até suas testemunhas dizem que vítima estava desamarda
IPATINGA Acusada de um homicídio qualificado, por motivo banal, está presa em Ipatinga uma jovem de 20 anos. O crime foi registrado na madrugada de quinta-feira (30/07), quando Géssica de Nelma Gonçalves Pereira, de 24 anos, foi morta a facadas em uma briga entre vizinhas, no bairro Caravelas.
Responsável pela investigação do caso, o delegado Eduardo Vinícius de Carvalho explicou à imprensa na tarde desta quarta-feira, 05/08, que desde a ocorrência do crime a polícia apurava o caso e, nesta quarta-feira (05/08), a principal acusada de autoria do crime, Dayane Carvalho da Silva, de 20 anos, se entregou. O Judiciário já havia decretado a prisão da suspeita e ela foi encarcerada assim que chegou à delegacia.
Para o policial, o crime grave teve uma motivação fútil. O delegado disse que está apurado como motivador da briga o som alto e algazarra que um grupo de pessoas fazia em frente a uma casa da rua Mossoró.
No dia dos fatos, a mulher que começou a briga, moradora de uma casa alugada foi conduzida pela Polícia Militar. Outra mulher (Géssica de Nelma Gonçalves Pereira, de 24 anos) ficou tomando conta dos filhos da primeira mulher conduzida, houve a sequência da discussão e desse desentendimento saíram as agressões físicas. Dayane desferiu duas facadas no abdômen e um golpe no queixo da vítima que morreu no local”, esclareceu.
Eduardo Vinícius acrescentou que Dayane demonstrou interesse em colaborar com as investigações e, na quarta-feira, entregou-se na Delegacia de Polícia, mesmo sabendo da possibilidade de ser presa. A jovem alega legítima defesa, mas para o delegado o fato de ter fugido dificulta exames de corpo de delito, pois as marcas já desapareceram. Além disso, testemunhas confirmam por unanimidade que, no momento em que Géssica recebeu as facadas não estava mais com a faca na mão, pois já havia sido desarmada pelas testemunhas.
Na fase do inquérito policial, Dayane deverá aguardar o andamento recolhida ao Ceresp. Ela só poderia ser beneficiada e responder a investigação em liberdade se tivesse aparecido aqui, se apresentado e prestado esclarecimentos. Agora, na fase processual, e quando for a julgamento, a confissão poderá ser uma atenuante, se o juiz assim entender”, detalhou o delegado.
Passagens
Dayane Carvalho da Silva já era conhecida pela polícia, pela suspeita de envolvimento na prática de crimes contra o patrimônio. O próprio delegado já a tinha autuado quando esteve em outra delegacia por receptação de produto de origem criminosa.
Uma moto Yamaha Lander, de cor azul, foi encontrada na casa dela, no mês passado. Essa moto foi usada em vários roubos à mão armada. Há até um vídeo em que os ocupantes dessa moto aparecem abordando o proprietário de um Mitsubishi Lander. Por isso, foi autuada por receptação, mas o crime é afiançável e ela acabou liberada. Ainda precisa ser apurado o eventual envolvimento dela com os roubos”, observou o delegado Eduardo.
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