30 de julho, de 2015 | 19:54
O triste fim de um adolescente
Jovem encontrado assassinado tinha passado por duas apreensões. Pai relata o drama vivido com o filho
IPATINGA A família de Leonardo Almeida Felipe Matos, de 15 anos, sepultou o corpo dele no fim da tarde desta quinta-feira, no cemitério local.
O jovem foi encontrado sem vida, em um local conhecido como alto do Geraldo Damásio, entre a Usipa e o bairro Bom Jardim, no fim da tarde de quarta-feira (29/07).
O tenente PM Marlon infirmou ao Diário do Aço que o jovem tinha duas passagens pela polícia, por tráfico de drogas, em 2014, e duas passagens em março de 2015. Ele já tinha sido apreendido por duas vezes e encaminhado ao Centro Socioeducativo, sem resultados práticos.
A família confirmou para a polícia que Leonardo tinha envolvimento com o submundo do tráfico de entorpecentes e já tinha sofrido três ameaças por causa de dívida com traficantes. Os parentes também informaram que o jovem saiu de casa por volta das 19h de terça-feira e foi encontrado morto na tarde de quarta-feira. Até a tarde desta quinta-feira, a polícia ainda apurava a motivação do crime e os possíveis autores do assassinato.
O ajudante Lindenberg Felipe Mattos, 45 anos, pai de Leonardo, disse que foi informado da morte do filho, por telefone, enquanto estava no trabalho. As pessoas, que moram na rua gostavam dele. Começou a seguir, em uma igreja, um caminho para sair do mundo das drogas, mas chegou a dizer que não conseguia se livrar das drogas. Oferecemos a internação em uma clínica e ele disse que não queria. Todos o orientavam e ele insistia que não conseguia”, relatou.
Leonardo, que morava na rua Dália, com os pais, tem um irmão de 18 anos, que mora em Vitória, no Espirito Santo.
Na entrevista ao Diário do Aço, o pai informou que o menino envolveu-se com entorpecentes ilícitos desde os onze anos. Lindenberg explica que, ultimamente, o filho andava muito diferente. Escutava música alta e desenhava armas nas paredes do quarto. Essa situação pela qual estou passando, muitos pais já passaram e outros ainda vão passar. É uma dor muito grande, perder um filho. É a vida e só Deus para nos dar forças”, concluiu.
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Nota de esclarecimento
Diferentemente do que foi divulgado na quinta-feira, não foi um funcionário da Usipa quem impediu a passagem da reportagem para apuração de informações no local onde o corpo de Leonardo Almeida foi encontrado, no alto de um morro, cujo acesso seria viável pelo bairro Horto. A área do viveiro pertence à Usiminas e o acesso dos jornalistas por esse local só seria possível com a liberação da assessoria da empresa. Como os trabalhos periciais já estavam na conclusão, não havia tempo hábil para formalizar o pedido.
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