30 de julho, de 2015 | 07:13
Mulher morre esfaqueada no Caravelas
Briga fatal foi iniciada por causa de barulho que grupo fazia em calçada de casa alugada, na rua Mossoró
Com atualização às 19h02
IPATINGA Foi sepultado nesta sexta-feira, 31/07 na cidade de Pescador, a 45 quilômetros de Governador Valadares, o corpo de Géssica de Nelma Gonçalves Pereira, de 24 anos, morta com quatro facadas de quinta-feira (30/07), no bairro Caravelas, em Ipatinga, em uma briga entre vizinhas.
A primeira versão do caso é que a intenção de se fazer um churrasco na calçada de uma casa alugada, na rua Mossoró, levou a uma briga que terminou em homicídio, na madrugada de quinta-feira. A reunião de amigos gerou reclamação de vizinhos e a Polícia Militar foi acionada, porém, a prisão de uma das envolvidas gerou uma briga entre outras duas mulheres e uma delas morreu esfaqueada. Géssica recebeu dois golpes de faca na barriga, um no queixo e outro no ombro. A acusada pelas testemunhas é Dayane Carvalho da Silva, de 20 anos.
Toda a confusão começou por volta de 1h50, quando uma equipe da PM foi ao local para atender a reclamação de perturbação do sossego. Um grupo de pessoas reunido na calçada, perturbava os moradores vizinhos, devido a conversa alta e algazarra.
Chegando ao local, os policiais depararam com Clemilda da Silva Santos, de 30 anos, discutindo com uma moradora. Clemilda não aceitou a orientação dos policiais para que acabasse com a perturbação e passou a xingá-los. A mulher recebeu voz de prisão e, enquanto era conduzida para a delegacia, Géssica ficou tomando conta da casa e dos filhos da mulher.
Assim que a equipe policial saiu do local, por volta das 3h, levando Clemilda presa, Dayane Carvalho passou a discutir com Géssica, relataram testemunhas. Ela reclamava da falta de respeito devido a perturbação da vizinhança. Durante a discussão, Géssica e a prima, Tatiane Lopes Grigório da Silva, de 23 anos, brigaram com a reclamante, trocando tapas e socos.
Facadas
As testemunhas relataram que Géssica e Dayane estavam armadas com facas. Na confusão, Tatiane foi esfaqueada no braço esquerdo. E Géssica foi atingida com golpes no abdômen, queixo e ombro. Ela morreu quando recebia socorro de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Um morador levou Tatiane à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Canaã, onde foi medicada e liberada. Enquanto isso, Dayane fugiu em direção à rua Icó e não foi encontrada pelos policiais militares. Equipes realizaram buscas nas casas de familiares da suspeita no bairro Canaãzinho, sem sucesso.
O perito da Polícia Civil, Gilmar Miranda, recolheu duas facas no local do crime, muito possivelmente as armas usadas nas agressões, e também um telefone celular.
Tatiane Lopes disse ao Diário do Aço que a dona da casa não queria a festa. Dayane tomou as dores” da proprietária do imóvel e iniciou a discussão. Essa menina foi à casa dela, pensei que tudo estava acabado, e comecei a sair. Olhei de novo e vi que as duas estavam frente a frente. Fui separar, mas quando cheguei, Géssica já tinha levado a facada. Foi nesse momento que levei a facada no braço”, relatou. Veja mais, no Vídeo abaixo:
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