19 de junho, de 2015 | 17:20
Resultado de força-tarefa da PC
Somente um policial, entre os que foram presos em investigação do DHPP em 2013 permanece preso
Arquivo DA
Delegados do DHPP enviados pela chefia da PCMG para apurar casos sem solução no Vale do Aço
As investigações que concluíram pela autoria do assassinato de Rodrigo Neto e, posteriormente, de Walgney Carvalho, foram feitas por uma força-tarefa enviada pela chefia da Polícia Civil de Belo Horizonte.
Delegados do DHPP enviados pela chefia da PCMG para apurar casos sem solução no Vale do AçoO delegado que presidiu o inquérito, Emerson Morais, foi o primeiro a prestar depoimento no julgamento ontem, quando detalhou como se deu a investigação. Deixou claro que Carvalho chegou a ser investigado como suspeito, mas isso foi descartado, assim como os nomes de outros suspeitos. Restaram o então investigador da PC, Lúcio Lírio, e Alessandro Neves, o Pitote.
Em determinado momento, o delegado reafirmou que o réu seria um homicida infiltrado na Delegacia da Polícia Civil de Ipatinga. Emerson Morais lembrou que há provas indicando que Rodrigo Neto e Carvalho foram mortos pela mesma arma, não encontrada pelos investigadores.
Na hora de prestar depoimento, Pitote negou a autoria dos crimes, tanto o homicídio do repórter Rodrigo Neto, quanto a tentativa de homicídio do amigo dele, L.H.O. Demonstrou muito nervosismo durante a sessão e, na saída, era visível que chorava, antes de entrar na viatura do Cope.
De um total de nove policiais que foram presos, acusados de crimes impunes no Vale do Aço, nas investigações da força-tarefa que atuou no Vale do Aço após os assassinatos de Rodrigo Neto e de Carvalho, quatro investigadores foram soltos na quinta-feira, depois de ficarem presos preventivamente por dois anos: Ronaldo de Oliveira Andrade, José Cassiano Ferreira Guarda, Leonardo Alves Correa e Jimmy Casseano Andrade)
A justiça de Caratinga entendeu que faltam provas para levá-los a julgamento. Outros dois investigadores Elton Pereira Costa e Fabrício de Oliveira Quenupe), acusados de duplo homicídio, já tinham sido soltos.
Os militares presos, foram soltos o sargento Michel, acusado de assassinar um morador de rua, no Centro de Ipatinga, e o capitão Charles, acusado de envolvimento em um duplo homicídio no bairro Veneza. Permanece preso o soldado Victor Emmanuel, acusado da autoria de assassinatos do caso que ficou conhecido como maníaco da moto verde.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]















