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19 de junho, de 2015 | 09:02

Começa o julgamento de Pitote

Com esquema reforçado de segurança, há fila de espera para acompanhar o julgamento desde as 6h30


Começou agora há pouco a sessão do Tribunal do Juri que vai decidir se o falso policial civil Alessandro Neves Augusto, o Pitote, 34 anos, é inocente ou culpado da morte do repórter Rodrigo Neto de Faria, 38 anos, ocorrida em 8 de março de 2013, no bairro Canaã.

Como o plenário do salão do Júri não comporta todo o público, há uma fila de espera e as pessoas deverão se revezar no acompanhamento do julgamento. Na fila estão muitos estudantes, familiares e amigos das vítimas.

Algumas pessoas chegaram antes das 7h da manhã para tentar entrar no salão do Júri, que só foi aberto para o público às 9h em ponto. Antes, o juiz que preside o caso, Antônio Augusto Calaes, reuniu a imprensa e avisou que não é permitida a transmissão de imagens de dentro da sessão do Júri Popular.   
Alex Ferreira


julgamento pitote


O Fórum de Ipatinga recebeu um reforçado esquema de segurança e só podem entrar pessoas previamente credenciadas.

Pitote chegou ao fórum trazido em viaturas da Companhia de Operações Especiais do Sistema Prisional (Cope). Ele foi transferido na quinta-feira, da Penitenciária Nelson Hungria, onde estava preso preventivamente, para o Ceresp de Ipatinga, onde passou a noite. Às 8h35, foi entregue ao Fórum Valéria Vieira Alves, onde é levado a julgamento, na 1ª Vara Criminal.

Além de responder pela morte de Rodrigo Neto, Pitote também responde pela tentativa de homicídio de L.O.O., que estava na companhia do repórter na noite do assassinato.  
Alex Ferreira


julgamento pitote


O juiz criminal, Antônio Augusto Calaes, preside a sessão do Júri. O Ministério Público é representando pelo promotor Francisco Ângelo, assistido pelo criminalista Délio Gandra, que acredita na condenação do réu pelos dois crimes.

O promotor Francisco Ângelo reafirmou que as provas do processo são robustas e suficientes para sustentar o pedido de condenação do réu pela morte de Rodrigo Neto.

O advogado Rodrigo Márcio, que atua na defesa de Pitote, com mais dois advogados, confirmou, ao chegar ao salão do Júri, Vito Gaggiato, que vai manter a tese da negativa de autoria.

Antes de entrar para a sessão, Rodrigo Márcio afirmou que mantém como argumento na defesa de Pitote, a tese da participação de outro elemento no assassinato, Sérgio Vieira da Silva, o Serginho.

Esse nome não aparece no processo. O acusado não foi investigado. Para a defesa de Pitote, Serginho foi o verdadeiro executor de Rodrigo Neto e também teria executado Carvalho, como queima de arquivo.

O promotor Francisco Ângelo refuta essa versão. Para o representante do MP, essa versão foi inventada pelo acusado e mantida pela defesa, como forma de desviar a atenção sobre o verdadeiro assassino, Pitote.

“O Ministério Público também apurou essa história. Serginho está foragido de Ipatinga há três anos, ou seja, um ano antes do crime, o suposto assassino já não estava mais em Ipatinga”, afirmou o promotor Francisco Ângelo, antes de entrar para a sessão do Júri Popular.

JÁ PUBLICADO:

Tudo pronto para o julgamento de Pitote - 17/06/2015

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