17 de junho, de 2015 | 23:01
Chacina de Revés do Belém
Justiça impronuncia quatro investigadores da PC após dois anos presos por falta de provas
DA REDAÇÃO - A Justiça Criminal de Caratinga impronunciou na noite de quarta-feira (17/06) os quatro investigadores da Polícia Civil que foram processados pela Chacina de Revés do Belém”. O crime ocorreu em outubro de 2011, quando quatro adolescentes do bairro Caravelas foram encontrados mortos nas proximidades do distrito de Revés do Belém, em Bom Jesus do Galho.
Com a decisão do juiz titular da 2ª Vara Criminal de Caratinga, Walter Zwicker Esbaille Júnior, os réus Leonardo Alves Corrêa, José Cassiano Ferreira Guarda, Jimmy Casseano Andrade e Ronaldo de Oliveira Andrade foram impronunciados ou seja, não serão levados à sessão do Tribunal do Júri.
Após dois anos presos, os investigadores da Polícia Civil, que eram lotados na 1ª Delegacia Regional de Ipatinga, deverão ser soltos imediatamente da Casa de Custódia da Polícia Civil, presídio da corporação em Belo Horizonte.
Os policiais foram presos mediante os trabalhos do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Belo Horizonte. A investigação na região se deu após a morte do radialista Rodrigo Neto e do fotógrafo Walgney Assis Carvalho, crimes ocorridos em março e abril, respectivamente, no ano de 2013.
Investigação
Com os trabalhos da Força Tarefa do DHPP, foram investigados 14 crimes sem elucidação no Vale do Aço. Entre estes crimes, cobrados pela imprensa e pelo radialista Rodrigo Neto antes de ser morto, estava o caso da Chacina de Revés do Belém.
Os investigadores suspeitos foram presos em abril de 2013, com o andar das investigações. Apesar da tentativa da defesa, os policiais foram mantidos presos durante todo este tempo, situação que causava revolta entre os colegas da corporação mediante a alegação de inocência e a falta de provas para condenar os investigadores.
Esta situação, que foi apontada pela defesa durante todo este tempo, acabou levando nesta quarta-feira à sentença de impronúncia. É a decisão do juiz, que entende não haver elementos de materialidade ou existência de indícios suficientes de autoria para o réu ser julgado pelo Tribunal do Júri.
Outro crime apurado, o duplo homicídio de do duplo homicídio de Marcos Vinícius Lopes Pereira e Glauco Antônio Lourenço Faria teve mais três policiais civis iniciados pelo DHPP e presos mas, também por falta de provas, eles foram liberados.
Outros casos:
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O crime contra os adolescentes do Caravelas
A Chacina de Revés foi descoberta no dia 30 de outubro de 2011 após a localização de quatro corpos, John Enison da Silva, de 15 anos, Nilson Nascimento Campos, de 17 anos, Felipe Andrade, de 15 anos, e Eduardo Dias Gomes, de 16 anos. Eles estavam em uma estrada vicinal, em Revés de Belém, nus e com perfurações de disparos de arma de fogo nas nucas. Os quatro corpos estavam em avançado estado de decomposição.
Segundo as investigações da Polícia Civil, os quatro adolescentes foram vistos pela última vez por familiares no dia 24 de outubro. Neste dia, parte deles foi abordada pela Polícia Militar e encaminhada para a Delegacia da Polícia Civil. Ao serem liberados por volta das 18h, um dos adolescentes apedrejou uma viatura de PC e depois disso desapareceram. Foram encontrados dias depois, mortos em meio a uma mata.
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