29 de maio, de 2015 | 00:02

Triplo julgamento por homicídio duplo

Réus foram sentenciados a penas que somam no total 74 anos de cadeia


FABRICIANO – Três jovens foram julgados e considerados culpados em dois homicídios ocorridos ano passado no distrito de Melo Viana, em Coronel Fabriciano.

Os crimes, que segundo as investigações estão relacionados, ocorreram na noite de 12 de março de 2014, no fim da avenida Magalhães Pinto. Primeiramente, o trio espancou violentamente Luciano Gonçalves de Souza, 31 anos. Socorrido com vida, a vítima morreu após atendimento hospitalar.

Em seguida, foi morto René Fernandes de Carvalho, de 33 anos. René também foi vítima de pauladas, não resistiu e morreu em uma praça. Seu corpo só foi reconhecido pela família oito dias depois, no Instituto Médico-Legal de Ipatinga.

Já, na noite do crime, a polícia apurou que possivelmente René foi ao encontro do trio, para cobrar pelas agressões sofridas anteriormente por Luciano. Todos os envolvidos, apontou a apuração da polícia, tinham relações com usuários e traficantes de entorpecentes na região do Melo Viana.

Gabriel Santiago Felicio, o Rato, de 20 anos, defendido pelo advogado Gerci Moreira Mendes Junior, foi sentenciado a 30 anos de prisão. A mesma pena levou Lucas Rezende Luciano, o Lukinha, de 25 anos, defendido pelo advogado José Ailton de Fatima Alves.

Ambos foram considerados culpados pelo Conselho de Sentença, na consumação dos dois homicídios. Em relação a Luciano, homicídio duplamente qualificado (emprego de meio cruel e motivo fútil). Em relação a René, triplamente qualificado (emprego de meio cruel, motivo fútil que dificultou a defesa da vítima).

Já, Odair Souza De Carvalho, defendido por uma equipe de quatro advogados, entre eles Fernando Celso Gardesani Guastini, foi condenado a cumprir 14 anos e três meses de reclusão. Ele foi considerado culpado no homicídio duplamente qualificado de Luciano.

O advogado José Ailton, informou ao DIÁRIO DO AÇO que vai recorrer da sentença de seu cliente, Lucas Rezende. O mesmo devem fazer os advogados dos outros dois sentenciados. A defesa tem cindo dias para interpor o recurso.

“No primeiro crime, da vítima Luciano, os jurados, que são soberanos, votaram contra a prova dos autos e entenderam que o homicídio ocorreu com o emprego de meio cruel. Pois o próprio laudo informou que não houve emprego de meio cruel em relação à vítima Luciano. E nem em relação à vítima René. Aliás, todos os três advogados trabalhavam com a tese da negativa de autoria de Gabriel, Lucas e Odair em relação ao segundo crime, do assassinato de Renê”, detalhou José Ailton.

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