30 de abril, de 2015 | 16:01

Procurado no ES é preso em Ipatinga

Homem cumpria pena por morte de dois policiais em tentativa de resgate da prisão em São Mateus


DA REDAÇÃO – Paralítico, após ser alvejado em uma intensa troca de tiros entre policiais e um bando armado que o tentava resgatar da prisão, Marcionílio Rodrigues de Paula, 38 anos, um dos homens mais procurados pela Justiça do estado do Espírito Santo foi preso em Ipatinga esta semana, por uma equipe da Polícia Militar. Ele deverá ser recambiado para o estado vizinho na próxima semana.

Marcionílio cumpria pena pelas mortes de um sargento e de um cabo da Polícia Militar capixaba, ocorridas em 9 de novembro de 2005 no município de São Mateus. Na ocorrência, Marcionílio que já estava preso, foi retirado da cadeia para ser levado a um tratamento dentário.

Um grupo armado, que sabia do deslocamento, rendeu os policiais da escolta assim que eles chegaram ao consultório odontológico. Dois militares foram mortos com tiros de pistola na cabeça.
Os outros policiais reagiram à ação. Houve intensa troca de tiros e o próprio Marcionílio foi alvejado e ficou paralítico. Também, dois criminosos que participavam do plano de resgate foram mortos.

Marcionílio confessou que tramou o resgate usando para fazer contatos externos um telefone celular, que ele conseguiu dentro do presídio. Em julgamento no dia 20 de abril de 2012 Marcionílio foi sentenciado a 40 anos de prisão. Cumpriu parte da pena, mas recentemente passou para o regime semiaberto. Inicialmente, saia durante o dia e voltava à noite para o presídio de São Mateus. Entretanto, decidiu fugir para Ipatinga, onde passou a viver no bairro Bom Jardim.

Ele disse que em 2005 estava preso processado pelo crime de tráfico de drogas. Depois disso, ele e mais dois comparsas foram processados e condenados pelo crime de duplo homicídio contra funcionário público. Marcionílio cumpriu a pena, entrou no regime de progressão e pediu para ser transferido para Minas Gerais, onde reside sua família. Ele alega que teve o pedido avaliado pela Justiça, mas a transferência não era cumprida e, por isso, decidiu fugir. 
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