12 de março, de 2015 | 16:30
Mulher é detida por criar urubu
A ave filhote é domesticada há quatro meses por uma dona de casa do bairro Canaã
Com correção às 9h30. 13/03.
IPATINGA Uma ocorrência curiosa foi registrada nesta quinta-feira, 12, pela Polícia Militar de Meio Ambiente do Vale do Aço. Moradora do bairro Canaã, Lúcia de Oliveira Fonseca (49) foi detida pela polícia por criar um urubu dentro de casa sem autorização dos órgãos ambientais. O bicho, ainda filhote, é domesticado há quatro meses pela dona de casa, que conta tê-lo pegado no lixo para cuidar e se afeiçoou ao animal.
O subtenente Wesley Chaves explicou que manter animais da fauna silvestre em cativeiro é crime, previsto no Artigo 29 da Lei 9.605/98, e pode ser punido com detenção de seis meses a um ano, e multa. O caso chegou à polícia por denúncia anônima. Lúcia e o urubu, a quem chama de Zulu”, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Ipatinga. O animal passou antes por avaliação de médico veterinário que examinou seu grau de domesticação.
Na delegacia, ocorreu a oitiva e a liberação de Lúcia, acompanhada de um auto de depósito para a guarda do animal sob sua responsabilidade, informou o delegado Washington Moreira. Dessa forma, ela poderá cuidar do bicho em casa, como já o faz, enquanto a Justiça decide se há um lugar melhor para ele viver. A decisão da Polícia Civil considerou o grau de domesticação do animal.
Lúcia estava temorosa com o fato. Ela conta que o bicho passeia por todos os cômodos da casa, é carinhoso e bem alimentado. Ele come carne moída fresca, fígado de boi e fígado de galinha”, revela. Zulu inclusive dorme na mesma cama que a cuidadora. Além do urubu, Lúcia cria 15 gatos e três cachorros. Ele chegou na época que eu perdi minha mãe e foi meu porto seguro. Ele me segurou muito no momento da perda da minha mãe. Não fosse meu envolvimento com ele tinha ido junto. Não dá para pensar em ficar sem ele”, lembrou a mulher.
Lúcia conta que por preconceito dos vizinhos, precisou mudar-se para viver em paz com os bichos, mas, sua forma de vida ainda não é bem vista. Ela agora quer levar o urubu para ser criado com maior tranquilidade da zona rural. Pretendo levá-lo para lá se eu puder. Ele irá escolher se quer ir embora ou viver comigo”.
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