07 de janeiro, de 2015 | 20:00

Flagrado com dinamite

Homem abordado no Limoeiro é suspeito de envolvimento em roubos


IPATINGA – Na quarta-feira, durante diligências para localizar os suspeitos do roubo do VW Crossfox e dos estabelecimentos comerciais, a polícia prendeu um homem de 26 anos. Ele, que apresentava características semelhantes a um dos autores do assalto de terça-feira, não foi reconhecido pelas vítimas. Porém, em sua casa a polícia encontrou duas bananas de dinamite.

 

O sargento PM Odair Vaz recebeu a informação que os ocupantes do Crossfox tentaram assaltar um estabelecimento comercial e roubaram outro, ambos no bairro Limoeiro. 

 

No rastreamento, informou o sargento, o condutor de uma motocicleta fugiu das guarnições policiais, deslocando-se rumo a rua Nozes. Lá, a motocicleta foi abandonada. “Chegamos até essa moto e, ao verificarmos, constatamos que ela foi roubada de uma mulher na noite de terça-feira no Parque Ipanema”, afirmou.

 

A Honda CG Titan, de cor verde, e placa GYK-6083 foi localizada no meio do mato, às margens da rua. A vítima do assalto relatou para a PM que o autor que estava escondido atrás de uma árvore, simulou estar armado e roubou o veículo.

 

O sargento Odair acrescentou que, nas diligências, a Polícia Militar recebeu a informação de um indivíduo, morador da rua Nozes, poderia ter participação no roubo do Crossfox. “Entramos na residência do suspeito para questioná-lo e, no local, encontramos duas bananas de dinamite. Ele nos disse que as encontrou perto de sua casa, mas isso ainda será verificado. Quanto ao roubo da motocicleta, ainda não temos a confirmação se ele foi o autor, apesar do veículo ter sido encontrado próximo a sua casa”, afirmou.

 

Geovane Louvanor da Silva, de 26 anos acabou detido e conduzido para a delegacia. Ele não foi reconhecido pelo dono da motocicleta. As vítimas do assalto no posto de combustíveis e a dona do Crossfox, também não o reconheceram. 

 

Levantamento da Polícia Militar indica que Geovane já tem passagens pela polícia por roubo e tráfico de drogas. Ele já cumpriu pena e foi liberado em junho de 2014.

 

Defesa

 

Em conversa com o DIÁRIO DO AÇO, Geovane afirmou que não participou dos roubos. Segundo ele, a única acusação contra ele é em relação às dinamites, que estavam dentro de sua residência.

 

“Vi as dinamites na rua e levei pra dentro de casa. Estavam no canto do meio fio, eu só peguei. Sabia que era dinamite, mas em momento algum passou pela minha cabeça explodir algo. Eu só ia vender por R$ 30 pra comprar droga, porque sou usuário de crack. Já fui preso, mas também paguei tudo”, defendeu-se.

 

Quanto aos roubos, da motocicleta e do Crossfox, Geovane reafirmou que não em relação com o caso. “Nenhuma das vítimas me reconheceu. Meu negócio é só essas dinamites mesmo”, concluiu.

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