05 de janeiro, de 2015 | 08:51
Idoso é autuado por suspeita de homicídio
Crime ocorreu na ponte que liga o bairro Cidade Nobre ao Caçula, em Ipatinga
Atualizada - 17h45
IPATINGA Dois assassinatos foram registrados em uma mesma noite no Vale do Aço. Os crimes ocorreram em Ipatinga e Timóteo, entre as 21h e 23h40 de domingo (4). O suspeito de cometer um dos crimes já foi localizado.
Na rua Êxodo, em Ipatinga, Antônio Luiz de Almeida, de 41 anos, foi morto a tiros. O corpo da vítima foi encontrado próximo a um racho e a ponte que liga o bairro Cidade Nobre ao Caçula.
O tenente Marcelo relatou que, ao chegar ao local, a Polícia Militar encontrou a vítima caída e com perfurações na cabeça. A perícia da Polícia Civil compareceu ao local e constatou que Antônio foi atingido por dois disparos.
Conforme informou o tenente, a vítima já era conhecida no meio policial. No bolso de Antônio, também foram encontrados boletins de ocorrência. Vamos verificar esses documentos, mas acreditamos que um dos indivíduos especificados nestes boletins possa ser o autor. Uma das ocorrências é relativo a uma ameaça entre vítima e um senhor já identificado”, explicou o policial.
Ainda na noite de domingo, a PM entrou em contato com a família de Antônio que apontou Mario Silva Brasil Filho, o Marico, de 80 anos, como o autor do crime. Ele e vítima teriam se desentendido no sábado (3).
A PM deslocou até a residência de Marico, que confirmou a desavença entre ele e Antônio, mas afirmou que não tem envolvimento no homicídio. Na casa do suspeito foi encontrado um revólver calibre 38 devidamente registrado e com seis cartuchos.
Marico, em conversa com o DIÁRIO DO AÇO, relatou que a vítima era seu velho conhecido e não teria coragem de matá-lo. Ele foi criado comigo, o conheço a muito tempo. A gente se desentendeu, mas ele estava embriagado. Largou a mulher e estava entornando bebida, os filhos dele queriam me agredir, mas o povo separou. Só que eu não matei ele, não tenho nada com isso, graças a Deus. Essa arma achada na minha casa tem 110 anos, e eu quem retirei ela do cofre e mostrei à polícia. Mas tenho porte de arma, registro, tudo certinho. Minha consciência esta tranquila, só vou depor no juiz, mas não tenho nada com isso. Nunca me envolvi em sujeira crime e se eu fosse o autor, teria fugido. Tenho um filho advogado, entendo de lei”, defendeu-se.
Outra arma
O delegado de plantão, Washington Moreira, ouviu e autuou Marico. Autor e vítima tiveram uma confusão no sábado, que envolveu agressões e faca. A motivação, provavelmente, foi o receio do Marico, que temia por alguma agressão da vítima contra ele. O autor não quis depor, mas o que coletamos com testemunhas apontam que ele foi o executor. A vítima estava sentada próximo a ponte, conforme relato de testemunhas, e armado com um revólver, Marico efetuou os disparos contra Antônio. Temos também informações de que o autor é agressivo e inclusive, porta arma de fogo. Também acreditamos que ele utilizou uma arma diferente da apreendida para cometer o crime. Ele se mostrou confuso durante o depoimento e se contradisse bastante. Diante dos fatos, eu o autuei e ele foi encaminhado ao Ceresp”, afirmou o delegado.
José Zeferino Luiz, de 71 anos, pai de Antônio, afirmou que a família quer justiça. Desde que meu filho é pequeno, o Marico o conhece. Diante das confusões que os dois tiveram, acredito que ele foi o autor do crime, e disseram que ele atirou mesmo. Não sei o que foi a motivação das brigas, só ouvi algumas histórias. Trabalho a noite toda e não dou notícia de nada que passa. A gente só quer justiça e agora só Deus quem sabe o que será da nossa vida”, afirmou.
Antônio era separado e tinha seis filhos. O corpo da vítima foi encaminhado ao IML de Ipatinga.
Veja reportagem sobre matança no Vale do Aço:
Índice de homicídios na região permanece acima da média nacional - 03/01/2015
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