27 de dezembro, de 2014 | 18:30
Carga roubada é encontrada no Canaã
Galpão na rua Ester escondia mais uma parte de carga de carne de frango roubada na BR-381
Com atualização às 6h19 de 28/12/ para acrescentar dados sobre apreensão em Ipaba
IPATINGA Mais uma parte de uma carga roubada, de carne de frango, foi recuperada nesse sábado, em Ipatinga, e outra parte em Ipaba. Essa é a segunda vez que a polícia chega a receptadores da carga roubada no começo deste mês.
No dia 16 de dezembro, parte do carregamento de carne de frango, roubado na BR-381, trecho de Bom Jesus do Amparo, foi recuperada em um supermercado na cidade de Braúnas. Veja: Recuperada carga de frangos roubada.
Na operação desse sábado, a ação foi realizada no fim da manhã, na rua Ester, bairro Canaã, em Ipatinga, e terminou com uma pessoa presa por receptação e a recuperação de mais uma parte da carga roubada.
Levantamentos realizados pela Polícia Civil indicavam que, em determinado estabelecimento, havia grande quantidade de carga roubada.
Em um trabalho coordenado pelo delegado de Polícia Civil, Gilmaro Alves, com apoio do serviço de inteligência do 14º Batalhão da Polícia Militar, o galpão/depósito foi cercado por policiais civis e militares.
Não havia ninguém no estabelecimento e a porta do galpão estava destrancada, semiaberta. A proprietária do imóvel permitiu a entrada dos policiais, que localizaram aproximadamente 850 caixas de cortes temperados e congelados de frango (sobrecoxas), entre caixas seladas e abertas.
Para manter a mercadoria conservada, foi montado um congelador improvisado, no fundo do galpão. O lugar era utilizado havia pelo menos um ano pelos integrantes do "negócio".
Após conferência do material, os policiais chegaram à conclusão que se tratava de lotes da carga roubada recentemente na ocorrência de Bom Jesus do Amparo. Veja: Roubaram carga de frangos.
Por não haver local adequado para armazenar o material apreendido e por se tratar de bens perecíveis em grande quantidade, a mercadoria permaneceu no mesmo galpão, agora sob a responsabilidade da proprietária do imóvel.
Outra parte da carga foi apreendida em um estabelecimento no município de Ipaba, perfazendo, somente hoje, a recuperação de 1.200 caixas de cortes de frango roubadas no início do mês.
"Laranja"
No contrato de locação do imóvel do Canaã, onde mais uma parte da carga roubada foi apreendida, consta o nome de D.F.O., de 22 anos, como responsável pela locação.
A jovem, encontrada em sua residência, foi detida e, na delegacia de Polícia Civil, autuada por receptação. A participação dela no crime, entretanto, ainda é investigada.
A polícia já sabe que a jovem não era a verdadeira proprietária da empresa que operava o depósito. A mulher era usada como "laranja" em um esquema montado para receber mercadorias roubadas. Esse detalhe reforça a desconfiança da polícia da utilização do galpão para esconder outras mercadorias (refrigerantes principalmente) com origem não esclarecida, possivelmente produtos de outros roubos.
"Curiosamente, essa jovem não soube informar nem sequer a localização exata do galpão alugado em nome dela, não sabia o valor e outros detalhes relativos ao negócio, o que nos leva a acreditar em uma ação organizada por criminosos, para receber mercadorias roubadas", afirmou o delegado Gilmaro Alves em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO.
Dono de supermercado de Ipaba é procurado
Em Ipaba o caso foi apurado em um estabelecimento comercial da rua Manoel Machado Franco, no Centro. O proprietário do comércio não foi localizado e funcionários do supermercado não souberam informar o seu paradeiro.
No depósito policiais civis e militares confirmaram havia várias caixas lacradas com cortes de carne de frango, com número de lote de produção pertencente à carga da BRF Foods (Sadia), roubada em Bom Jesus do Amparo, no começo do mês de dezembro.
No total, foram apreendidas 565 caixas da mercadoria. O proprietário do comércio ainda é procurado e poderá responder pelo crime de receptação.
Penalidade
Em casos semelhantes, a pena aplicada foi a de receptação qualificada. O receptador pode ser condenado a uma pena que varia de três anos a oito anos de reclusão. É uma pena mais grave do que a pena de furto.
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