15 de novembro, de 2014 | 00:05
Acusado de homicídio há três anos é preso
Crime ocorreu em abril de 2011 no bairro Vila Celeste; motivação seria passional
IPATINGA Está preso no Ceresp, desde a tarde dessa sexta-feira, Walace Francisco da Silva, de 24 anos. Ele é acusado de matar um jovem a tiros, em abril de 2011, no bairro Vila Celeste. Walace respondia, em liberdade, pelo crime de homicídio qualificado por homicídio fútil, mas o Ministério Público representou pelo seu recolhimento ao Ceresp, por entender que ele representava perigo, solto. Mesmo depois do homicídio, Walace envolveu-se em outras ocorrências policiais.
A apresentação foi feita na tarde passada pelo titular da Delegacia de Homicídios em Ipatinga, Eduardo Vinícius. Ele explicou a motivação do crime e a prisão do autor.
"A motivação foi passional, devido a uma rixa antiga entre autor e vítima, e que teve como estopim um relacionamento que os dois mantinham com uma mulher. É um indivíduo perigoso, que respondia ao processo em liberdade. Agora, ao analisar o caso, o Ministério Público entendeu que a prisão dele garantiria uma maior manutenção da ordem pública. Sabemos que ele tem envolvimento com o tráfico de drogas, ameaça testemunhas e moradores do Vila Celeste", informou o delegado.
Entenda o homicídio
O crime foi registrado no dia 29 de abri, quando Cássio Filipe Araújo Maia, 19 anos, foi assassinado com tiros na cabeça na rua Gaturamo, no bairro Vila Celeste. No dia do assassinato, a Polícia Militar conseguiu levantar o nome de um suspeito, mas ele não foi encontrado nas buscas dos policiais. Testemunhas relataram à época que a vítima chegou em uma motocicleta para conversar com um amigo. Ainda de cima da moto e com o capacete na cabeça, Cássio foi surpreendido por dois homens em uma bicicleta. Um deles sacou uma arma de fogo e disparou várias vezes contra a vítima, atingida na cabeça.
Os agressores fugiram na bicicleta e não foram localizados pela PM. Uma unidade do Samu socorreu Cássio, mas ele morreu a caminho do Hospital Municipal. A perícia da Polícia Civil recolheu, no local, projéteis e o capacete do jovem alvejado a tiros.
Policiais ainda registravam a ocorrência quando chegaram denúncias via telefone 190, com a indicação das pistas de quem seria o executor, um morador do bairro.
Terceiro
O crime teve um registro triste. O DIÁRIO DO AÇO apurou que aquele era o terceiro filho do pedreiro Lauro da Silva Maia, 53 anos, que morria como vítima de homicídio. Tudo na covardia. Os suspeitos são todos moradores, moram lá perto. Não sei por quê fizeram isso com ele, não sei de mais nada”, disse o pai de Cássio.
Luiz Henrique Araújo Maia, o Riquinho”, e Alexandre Araujo Maia, o Xã”, foram os outros dois filhos mortos. Segundo o pai deles, ninguém foi condenado por estes homicídios. Sou vítima também da impunidade”, comentou o pedreiro enquanto providenciava o funeral. Espero que quem fez isso pague. Deus vai cobrar”, lamentou.
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