15 de novembro, de 2014 | 00:01

Absolvido de culpa em crime bárbaro

Júri Popular entende que Eliabe Figueiredo Bernardino não matou Gilberto Braga da Silva em 2013


FABRICIANO – Terminou, pouco depois das 13h desta sexta-feira, o julgamento de Eliabe Figueiredo Bernardino, de 21 anos. Ele foi absolvido da acusação de ser o autor do crime que vitimou Gilberto Braga da Silva, de 33 anos.

O bárbaro homicídio ocorreu em novembro de 2013. Segundo informações da Polícia Militar, a vítima, dois adolescentes e Eliabe, estariam na residência de Gilberto fazendo o uso de drogas. Em determinado momento, o autor desentendeu-se com a vítima e, de posse de uma machadinha, a golpeou várias vezes.

No local do crime, foi encontrada uma cena era de horror, com manchas de sangue por todos os lados. Gilberto foi assassinado dentro do banheiro da própria casa, que fica em um beco na rua Intendente Gravatá, bairro Nazaré. Horas após o crime, com informação de uma denúncia, a polícia localizou e prendeu os suspeitos de cometerem o crime. Além de Eliabe, dois adolescentes foram apreendidos. O trio negou qualquer participação no crime. Eliabe respondeu o inquérito na prisão, foi indiciado e levado ao banco dos réus ontem. O que foi publicado na época: Suspeitos de bárbaro homicídio são presos.

Julgamento

O Júri Popular reuniu-se para avaliar o caso às 8h. O juiz da Vara Criminal de Coronel Fabriciano, Vitor Luís de Almeida, presidiu a sessão. O promotor de Justiça José Geraldo de Oliveira, 2° Tribunal do Júri de Belo Horizonte, foi o representante do Ministério Público no caso.

Os advogados Thiago Xavier e Káster Lúcio fizeram a defesa do réu. Ao DIÁRIO DO AÇO Kaster Lúcio explicou que a quantidade de provas foram insuficientes para sustentar a acusação contra Eliabe.

“Dois menores, apontados como autores do crime, afirmaram que o réu tinha participação. Porém, Eliabe não tinha motivação alguma para cometer o crime. Não há o que recorrer e estamos satisfeitos com o resultado do Júri. Agora é aguardar o alvará de soltura para que ele possa voltar a conviver com a sociedade”, afirmou o advogado.

O alvará de soltura em favor de Eliabe foi expedido ainda na tarde desta sexta-feira. O réu deixou a Cadeia Pública de Coronel Fabriciano, onde estava preso desde a data do crime.

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