14 de agosto, de 2014 | 06:58

Colisão frontal na BR-381

Passageiros de ônibus relatam, apreensivos, sequência de imprudências na “rodovia da morte”


PARAÍSO – Um acidente no começo da noite desta quarta-feira, por pouco não terminou em tragédia. Testemunhas relataram que o VW Polo placas HCF-5840, de Governador Valadares, trafegava sentido a Governador Valadares, quando o condutor decidiu fazer uma ultrapassagem em curva. O ônibus da LM Turismo, de Ipatinga, vinha no sentido contrário e a colisão foi inevitável.

O sargento Cangussu, do Corpo de Bombeiros, informou que, ao chegar ao local, sua equipe encontrou o motorista preso entre as ferragens. “Uma das pernas dele estava agarrada em meio aos destroços. A filha dele estava no banco de trás, consciente e orientada, e a mulher dele, no banco do carona. Desencarceramos a vítima e repassamos a uma unidade do Samu”, relatou.

Para o bombeiro militar, pela magnitude do acidente, uma colisão frontal, o motorista escapou, por pouco de uma situação ainda pior. O carro era conduzido por Landeoriandro Rodrigues Santana. Viajavam com ele a a mulher, Berenice F. de Andrade Santana e a filha, Samara Victoria Andrade Santana.

Na hora do acidente, mais de 20 passageiros estavam no coletivo, todos trabalhadores da GNV, empresa prestadora de serviços para a Cenibra no distrito de Perpétuo Socorro, município de Belo Oriente.

No impacto, um dos pneus dianteiros do ônibus estourou, mas o motorista conseguiu manter o ônibus sobre a pista. Houve risco de uma queda em uma ribanceira, ao lado da pista onde houve o choque. 
Wellington Fred


acidente br-381 polo onibus ML Turismo


O motorista do ônibus, Divino do Rosário, relatou que levou um susto, quando viu que o carro trafegava em sua pista, na curva. “Tirei um pouco para o acostamento, mas isso não foi suficiente para evitar a batida. Tive que me controlar para não cair nessa ribanceira que existe”, afirmou.

Divino também disse que trafegava diariamente no trecho entre Ipatinga e Belo Oriente e todos os dias presencia situações de risco. “Veja que aqui houve uma ultrapassagem em curva e, portanto, com faixa contínua”, reclamou.

O passageiro, José Santana Maia, disse que estava no banco da frente, ao lado do motorista, quando houve o acidente. “Essa BR é uma dificuldade muito grande, mas a dificuldade maior mesmo é provocada pelos próprios motoristas. Alguns não pensam nem na própria família. Todos os dias deparamos com coisas absurdas, coisas de benzer com a mão canhota”, disse.

 

 

 

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