27 de maio, de 2014 | 09:02
Testemunha em processo contra policial é executada
Mototaxista é brutalmente assassinado ao chegar para trabalhar na avenida Galileia
Atualizada - 18h49
IPATINGA Um homem foi brutalmente executado na manhã desta terça-feira no bairro Canaazinho. Wellington Silva Profeta, de 28 anos, tinha acabado de chegar para abrir o mototaxi em que trabalhava, na avenida Galileia, bairro Canaanzinho.
Wellington era testemunha no processo do homicídio de Cleidson Mendes do Nascimento, o Cabeça, morto a tiros no bairro Canaanzinho em setembro de 2011. O acusado do crime é o soldado PM Victor Emmanuel Miranda de Andrade, atualmente preso. Wellington é citado no inquérito do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como testemunha do homicídio de Cabeça. A polícia investiga, agora, se há relação entre a execução de ontem cedo e esse fato.
Testemunhas informaram que dois homens desceram de uma picape Fiat Strada, de arma de fogo em punho e descarregaram sobre Wellington. A vítima residia na rua Novo Hamburgo, no bairro Veneza. Embora não fosse o proprietário do estabelecimento, familiares informaram que ele tinha responsabilidade de abrir o mototaxi todos os dias de manhã.
A Perícia da Polícia Civil apurou que o corpo de Wellington Silva tinha 18 perfurações de entrada e saída de projéteis. No local foram recolhidos quatro projéteis de munição calibre 38.
O sargento PM Valdeci informou que há indícios da autoria do crime e o rastreamento, feito pela manhã, buscava informações sobre os dois suspeitos de autoria. Vamos preservar esses nomes e isso será repassado à Polícia Judiciária, para a apuração, mas já temos indícios que nos levam a autoria”, relatou.
A polícia recebeu denúncias anônimas informando que um GM S 10 foi visto próximo ao local do crime dando cobertura aos autores. O veículo possui placas de Governador Valadares. Denúncias também davam conta de que um dos autores seria um rapaz que residia na rua Sodoma, no bairro Canaã, que ainda não foi localizado.
Familiares relataram que Wellington tinha se casado, pela segunda vez, havia três meses. Ele deixou duas filhas, uma de 11 anos e outra de 12 anos, do primeiro casamento.
Wellington Profeta era auxiliar de produção e iria viajar para trabalhar no Nordeste brasileiro. Enquanto não chegava a hora do embarque, trabalhava como mototaxista para não ficar parado. Os familiares também desconheciam quaisquer informações sobre eventuais ameaças contra Wellington. A motivação do crime ainda está em apuração. A polícia informou que Wellington tinha passagens por tráfico, uso de drogas e arrombamento de veículos.
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