24 de abril, de 2014 | 23:59
PC e PM cumprem mandados em Operação Impacto
Oito indivíduos, envolvidos em crimes contra a vida e o patrimônio em Ipatinga e Coronel Fabriciano, foram presos nesta quinta-feira
IPATINGA As Polícias Civil e Militar realizaram na manhã desta quinta-feira, a Operação Impacto. Cerca de 60 policiais participaram da ação que resultou na apreensão de arma de fogo e indivíduos suspeitos de crimes contra a vida e contra o patrimônio.
Os infratores presos foram apresentados no 12º Departamento da Polícia Civil, bairro Iguaçu. O delegado Gilmaro Alves informou que foram cumpridos oito mandados, incluindo os de busca, apreensão e prisão. Foram oito pessoas presas, sendo cinco delas por cumprimento de mandado de prisão, quatro por prisões preventivas, uma prisão por condenação e os outros três flagrados com arma de fogo e drogas. Acreditamos que com essas prisões nós iremos minimizar os crimes que estavam ocorrendo na região”, informou.
O delegado adjunto da PC, Alexander Esteves Palmeiras, o comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar de Ipatinga, Edvânio Carneiro, e o tenente PM Lindon Jhonson, além de investigadores que participaram da operação, também compareceram ao 12º DPC para a apresentação dos presos.
Carros Pokémon
Gilberto de Paula Júnior, o Juninho Pokémon, foi preso como suspeito de envolvimento na compra e venda fraudulenta de veículos, no esquema conhecido como Pokémon. Ele é apontado como chefe de uma quadrilha e foi localizado em uma região conhecida como Alto do Game, no bairro Iguaçu.
O delegado Rodrigo Manhães, responsável pela investigação do caso, explicou que ao ser abordado na manhã desta quinta-feira, Juninho apresentou um nome falso. Ele estava foragido desde novembro de 2013.
Conforme apontado pela PC, para aplicar o golpe, a quadrilha procurava uma vítima que pretendia vender um carro. Para fechar o negócio, o grupo chegava a oferecer valores maiores do que os carros valiam. Como o pagamento era feito com cheques pré-datados, o proprietário do veículo só percebia o golpe no momento em que tentava trocar o cheque.
Em conversa com o DIÁRIO DO AÇO, Juninho negou qualquer envolvimento com as fraudes. Os carros que eu tenho e aqueles que eu vendi foram vendidos de forma legal sem nenhum tipo de problema. Os outros caras que foram presos anteriormente por causa de carros ilegais eu conheço, mas não tenho a mesma conduta que eles. Sou inocente e vou provar na Justiça”, afirmou.
Em dezembro do ano passado, a PC prendeu Andrésio Junca, Lúcio Marcos de Almeida e José Luiz Ermelindo Ferreira, acusados de integrarem a quadrilha. Vinte e dois advogados atuam no caso e sete deles trabalham para defender Juninho Pokémon. Nesta operação demos a resposta à sociedade e prendemos o último integrante do grupo. Além de processos na comarca de Ipatinga, ele também tem dívidas com a Justiça de Caratinga”, informou Rodrigo Manhães.
Patrimônio
Também foi preso Ronaldo Ferreira Pinto, o Ronaldo Caolho, apontado pela polícia como envolvido em uma série de assaltos. Um dos crimes cometidos foi o roubo a uma padaria no bairro Vila Celeste.
Além do roubo, Ronaldo e um comparsa ameaçaram o proprietário do estabelecimento e retornaram ao local mais de uma vez. Em um desses retornos, Adriano Eleno, comparsa de Ronaldo, chegou a efetuar disparos em direção ao dono do estabelecimento, que permaneceu internado por alguns dias.
O delegado Alexandro Silveira explicou que durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas provas que apontavam a participação de Ronaldo e seu comparsa no crime. Encontramos a camiseta utilizada por um deles no dia do crime, o que foi confirmado pelas imagens das câmeras de segurança do local do crime. Um óculos e capacetes, que também eram utilizados por eles, também foram apreendidos. São materiais que enfatizam o envolvimento da dupla no crime e possibilita a conclusão do inquérito policial. Após a conclusão (do inquérito), os dois autores serão indiciados”, explicou Alexandro Silveira.
Ronaldo negou envolvimento no crime registrado na padaria. Eu morava próximo à padaria e fiquei sabendo do assalto e da tentativa de homicídio, mas hora nenhuma eu corri. Me prenderam e me soltaram, falaram que não era eu, mas agora tem esse mandado em meu desfavor. Eu não participei de roubo nenhum e nem dei apoio. Nunca ameacei ninguém da família e sou inocente dessas acusações”, se defendeu.
Wagner Lopes Paiva, Gabriel Fonseca Braga, Rafael Fernando de Sousa, Sidmar Eugênio da Silva e Alexandre Alves Guilar também foram presos durante a Operação Impacto desta quinta-feira. Eles estão envolvidos em crimes contra o patrimônio e porte de arma, além de suspeita de crimes contra a vida.
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