25 de outubro, de 2013 | 00:05

Viúva-negra é condenada a 15 anos de reclusão

O amante da ré, que também participou da armação do crime, pagará pena de 15 anos de reclusão


IPATINGA – Terminou pouco depois das 18h desta quinta-feira (24) o julgamento de Nayza Nelle Silva, de 32 anos, e Cleidiomar Ferreira Dornelas, de 32 anos. Cada um deles foi condenado a 15 anos de reclusão em regime fechado pela morte de Wallace Junio das Graças.

 

Nayza estava sem o tradicional uniforme vermelho da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi). A ré chegou ao salão do júri Vito Gaggiato as 9h da manhã, para o início do julgamento. Nayza se manteve fria e não demonstrou qualquer reação durante o julgamento. Já Cleidiomar, trajava as vestes da Suapi, chegou ao local cabisbaixo e chorava.

 

Os réus foram julgados pelo crime de corrupção de menores e por homicídio duplamente qualificado, em função do recurso que dificultou a defesa da vítima e mediante a pagamento. No crime praticado dia 18 de dezembro passado, o casal contratou um adolescente por R$ 1.200 para efetuar dos disparos que mataram Wallace.  

 

A sessão do Júri Popular durou cerca de 9h. Acusação e defesa aproveitaram todo o tempo possível para debates acirrados, até a tréplica.

Nayza e Clediomar, que eram amantes na época do crime e planejaram o homicídio dois meses antes dele ocorrer, foram condenados, cada um, a 15 anos de reclusão em regime fechado pelos dois crimes. Foi negado aos réus o direito de recorrer em liberdade.

 

Yasmini Gomes


sonia maria mãe de wallace


 

Justiça

 

A família de Wallace Junio, que compareceu ao Fórum para acompanhar o julgamento, declarou-se satisfeita. Sônia Maria das Graças Silva, de 52 anos, mãe de Wallace, emocionou-se ao escutar a sentença proferida pelo juiz. “Não vai trazer o meu filho de volta, mas já é um princípio de Justiça. A pena não foi o que esperávamos, porque a Nayza merecia ficar mais tempo na cadeia. O que ela fez com meu filho foi uma covardia, mas Deus é justo e ela vai pagar”, desabafou.

 

Roseni Fátima Santos Oliveira, de 46 anos, amiga de infância de Wallace, comemorou a sentença. “A Justiça foi feita. O Wallace era uma boa pessoa e não merecia esse fim. Mas o júri foi justo e deu a Nayza e ao amante a pena que eles mereciam. Estou aliviada e satisfeita”, concluiu. Ainda ontem Nayza e Cleidiomar  retornaram ao Ceresp de Ipatinga, onde aguardarão vaga em uma penitenciária para o cumprimento da pena.

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