27 de junho, de 2013 | 13:53

Operação Marco Zero apreende 26 kg de maconha

Quadrilha flagrada pela PC teve prejuízo de mais de R$ 100 mil; armas, dinheiro e veículos também foram apreendidos


IPATINGA – A 1ª Delegacia Regional de Segurança Pública apresentou, nessa quinta-feira, o resultado da Operação Marco Zero. Como desdobramento de um trabalho de dois meses, a PC prendeu, no início desta semana, 11 pessoas acusadas de envolvimento com o tráfico de drogas no Vale do Aço. O balanço foi apresentado pela delegada regional da PC, Irene Franco, que estava acompanhada dos delegados Ricardo Cesari e Eduardo Vinícius, além do inspetor Juscimar Martins, em entrevista na sede do 12° Departamento da Polícia Civil, no bairro Iguaçu.

A delegada Irene Franco explicou que o nome da operação vem da nova metodologia adotada pela polícia. “Estamos trabalhando para apreender uma maior quantidade de drogas e prender um grande número de envolvidos. O objetivo principal é o desmantelamento dos organismos que se envolvem com o tráfico de drogas na região”, apontou.

A delegada relatou que nove dos envolvidos já tinham ordem judicial de prisão e outros dois foram presos em flagrante. Irene Franco lembrou que a apreensão feita com o desmantelamento dessa quadrilha foi a maior já realizada em todas as 17 cidades de atuação da 1° Regional da Polícia Civil. “Se somarmos toda a droga já apreendida de janeiro a maio deste ano, não conseguimos ultrapassar os 26 kg apreendidos no último domingo (23)”, contou.

Yasmini Gomes


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O delegado Ricardo Cesari, da Delegacia Adjunta de Tóxicos e Entorpecentes, contou que há dois meses a equipe de investigação da Polícia Civil já havia identificado o primeiro alvo, conhecido como Nabor. “Queríamos desarticular toda a quadrilha e não apenas um membro, por isso não prendemos Nabor de imediato. Uma pessoa é facilmente substituída dentro desses esquemas de tráfico, mas, quando todo o sistema é desmontado, a reestruturação da quadrilha é mais demorada”, apontou.

O delegado contou que no domingo (23), com o apoio do novo posto da Polícia Rodoviária Federal em Jaguaraçu, foi montado um cerco-bloqueio. O objetivo era fazer a abordagem do VW GOL de placas GZB-4665, que era usado por membros da quadrilha para o transporte de drogas de Belo Horizonte até Ipatinga. Ao perceber a movimentação da polícia, o condutor do veículo seguiu em alta velocidade pela BR-381. O carro só foi abordado após a polícia efetuar disparos certeiros contra o pneu. Dentro do Gol foram apreendidos os 26 kg de maconha e um adolescente, e presos dois envolvidos.

Após o flagrante da droga, a polícia dirigiu-se aos locais onde os demais envolvidos identificados seriam encontrados. Ainda no domingo (23), todos os membros da quadrilha foram presos. “Cumprimos 18 mandados de apreensão e 11 de prisão. Temos 25 dias para concluir o inquérito e esperamos chegar a outros membros da quadrilha”, informou o delegado.

Yasmini Gomes


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Com a prisão dos outros envolvidos, a polícia apreendeu mais de R$ 5 mil em dinheiro, seis veículos, três motocicletas e duas armas de fogo. O delegado Ricardo Cesari avaliou que, somados os valores dos veículos, o dinheiro e o valor de venda da droga, o prejuízo do esquema da quadrilha chega a ultrapassar R$ 100 mil.

O delegado também apontou os locais de atuação do grupo dentro da região do Vale do Aço. Em Ipatinga, eles atuavam nos bairros Planalto, Veneza e Centro. Em Belo Oriente, o alvo era a região da Cachoeira Escura. Em Santana do Paraíso, a droga era traficada no bairro Industrial, e em Ipaba no bairro Nossa Senhora das Graças, também conhecido como Favelão.

Organização criminosa tinha três níveis de atuação, diz a PC

O delegado Ricardo Cesari afirmou que a quadrilha era dividida em quatro níveis, separados conforme o trabalho de cada envolvido. O esquema era coordenado por Jarbas José Lage, que já se encontrava preso. Nabor Batista da Silva, o primeiro identificado pela equipe de investigação, estava no terceiro nível da quadrilha. Ele atuava no bairro Bethânia, onde recebia a droga em sua residência. Nabor tinha um estreito envolvimento com Geane de Faria, que era mulher de Jarbas. Geane se comunicava com o marido por meio de visitas mensais à penitenciária.

Ela informava a Jarbas o andamento do tráfico e era ele quem dava a ordem de distribuição da droga. Também no segundo nível da quadrilha, ao lado de Geane, estava José Maria Lage. Ele é irmão de Jarbas e suspeito de ser membro de outra quadrilha, que trafica cocaína e crack.

Reprodução


Operção Marco Zero SLIDES LAGES


 

No terceiro nível se encontrava Gean Calazans de Souza, braço direito de Jarbas. Gean fazia o acompanhamento presencial do recebimento da droga. Silvanil Alves Rocha, Wilton Inácio de Souza e Paulo Roberto Pereira Junior, o Juninho, eram responsáveis pela distribuição da maconha aos usuários. Stanione Julião Franconel e Alexander Miranda Donato, também no terceiro nível, transportavam a droga de Belo Horizonte até Ipatinga, e Sebastião de Souza Franca, o Tião, foi recrutado para levar Geane até a penitenciária para visitar Jarbas. No princípio, Tião era responsável apenas pelo transporte clandestino de Geane, mas com o tempo passou a deslocar drogas entre os municípios.

Desdobramentos
O delegado ainda apontou que as investigações da Polícia Civil irão continuar para que outros possíveis envolvidos sejam presos e mencionou que há suspeitas de envolvimento da quadrilha com os homicídios que ocorreram no bairro Planalto, em Ipatinga. “Não se combate homicídio se não se combater o tráfico e vice-versa. Identificamos 11, mas outros nomes ainda podem vir à tona. Não se combate o crime em um só dia, é preciso investigação e estamos empenhados nisso”, concluiu.

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Operção Marco Zero SLIDES LAGES 4


 

 

 

 

 

 
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