09 de junho, de 2013 | 00:06
Manifestação lembrará na terça-feira os 100 dias da morte de Rodrigo Neto
A falta de respostas, associada a um esfriamento das manifestações por justiça ameaçam jogar crimes contra repórter e fotógrafo no esquecimento
IPATINGA - O Comitê Rodrigo Neto retomou as atividades para exigir a apuração do assassinato do repórter Rodrigo Neto de Faria, de 38 anos, morto com três tiros por dois motoqueiros na madrugada de 8 de março, na avenida Selim José de Sales, no bairro Canaã. Um ato público, novas reportagens e uma audiência pública com a presença de autoridades estão entre as iniciativas a serem desencadeadas nos próximos dias.
Um dos atos já confirmados é um protesto, na próxima terça-feira (11), às 19h, no canteiro central da avenida Selim José de Sales, bairro Canaã, próximo ao Churrasquinho do Baiano, local onde Rodrigo Neto foi assassinado a tiros.
Passados 94 dias da morte de Rodrigo Neto, o comitê avalia como desdobramento do caso a morte do fotógrafo Walgney Carvalho, executado a tiros no dia 14 de abril, em circunstâncias que para muitas pessoas foi uma queima de arquivo do caso Rodrigo Neto.
Como consequência do escândalo, o envio de uma força-tarefa até resultou na prisão de sete policiais, seis civis e um militar, suspeitos de envolvimento com crimes anteriores e impunes; um grupo de oito policiais foi transferido e, mais recentemente, policiais suspeitos de envolvimento em atos de corrupção começaram a ser denunciados ao Ministério Público.
Quatro já indiciados pela Corregedoria da PC foram denunciados pelo MP à Justiça de Ipatinga. Eles são o investigador eleito vereador em Ipatinga Werley Glicério Furbino (PSD), Maurício Silva Correa, José Maurílio Vencito e Juberto Vieira Alves.
Outro, transferido de Coronel Fabriciano para Nova Lima e que já está preso, foi denunciado pelo MP ao Judiciário fabricianense por apropriação de R$ 6.300 de um rapaz, preso pela PM por suspeita de envolvimento no tráfico de drogas e um homicídio.
O repórter, que denunciava crimes impunes no Vale do Aço, em que figuram como suspeitos policiais civis e militares, já teve a vida pregressa toda vasculhada e, preliminarmente, entende-se que a motivação do crime foi mesmo profissional. Mas as respostas sobre quem o matou e por que ainda não apareceram, mesmo com o trabalho de uma força-tarefa enviada ao Vale do Aço após a segunda morte.
A falta de respostas, associada a um esfriamento das manifestações que cobravam justiça, foi um dos assuntos debatidos entre os jornalistas que integram o Comitê Rodrigo Neto na semana que passou. Enquanto isso, os policiais que chefiam as investigações mantêm silêncio em torno do caso. Alegando um suposto decreto de sigilo no inquérito, esquivam-se dos jornalistas que os têm procurado para se informarem acerca do andamento das apurações.
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