28 de outubro, de 2011 | 00:05
Perícia da 1ª DRPC recebe equipamentos
Maletas para investigação criminal foram adquiridas por meio de convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça
REDAÇÃO - A Superintendência de Polícia Técnico-Cientifica (SPTC) da Polícia Civil de Minas Gerais entrega na segunda-feira (31), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte, 95 maletas com modernos equipamentos e materiais de perícias de local de crime para o interior do Estado. A 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) de Ipatinga receberá três conjuntos de equipamentos.
Além de Ipatinga, outras cidades do Leste de Minas também serão contempladas. Governador Valadares receberá três maletas. Manhuaçu receberá dois kits. As regionais de Caratinga e Guanhães receberão um equipamento cada uma.
As maletas foram adquiridas a partir de um convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, com investimento de R$ 2,5 milhões. Minas Gerais recebeu 150 maletas, das quais, 55 atenderão Belo Horizonte.
As maletas contêm 42 itens, entre eles, máquina fotográfica, netbook, reagentes de sangue e drogas, trenas eletrônicas, GPS, luvas, óculos especiais, material para coleta de impressões digitais e para isolamento de área. Com os novos equipamentos, peritos criminais de todo o Estado terão à disposição um kit com o material necessário para detectar e coletar vestígios como sangue, saliva, fio de cabelo ou impressões digitais.
Cerca de 70 peritos do interior e parte dos que estão em Belo Horizonte já foram treinados para utilizar os equipamentos e materiais contidos nas maletas. Eles atuarão como multiplicadores, ensinando o que aprenderam para os colegas”, informou o superintendente de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil, Diógenes Coelho Vieira.
Mais equipamentos
O superintendente informou ainda que a Polícia Civil está investindo outros R$ 3 milhões somente em equipamentos para a realização de perícia criminal no Estado. Além dos kits de perícia, já foram adquiridos dois microcomparadores balísticos, usados para exames em projéteis disparados e eventual associação com armas de fogo.
Esses equipamentos irão agilizar muito o trabalho dos peritos criminais. O tempo que gastavam para deslocamento até o laboratório em muitos casos não será necessário, já que estarão com o equipamento em mãos. Com o netbook, por exemplo, os dados serão lançados no sistema do local onde a pericia for realizada”, enfatizou Diógenes Vieira.
Foram adquiridos ainda outros equipamentos de laboratório, como cromatógrafos, utilizados para diagnosticar substâncias químicas como drogas. Uma das prioridades, segundo o superintendente, é a aquisição de equipamentos para proteção individual dos peritos. Outros quatro geradores de energia elétrica foram adquiridos e serão entregues em Belo Horizonte, Montes Claros, Juiz de Fora e Poços de Caldas.
Diagnóstico da perícia criminal
A aquisição de equipamentos e o treinamento dos peritos criminais têm sido feitos com base em um inédito e detalhado diagnóstico realizado pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica que permitiu levantar a situação e as principais demandas da perícia criminal em todas as regiões do Estado.
O levantamento revelou que, em 2010, foram realizadas 230 mil perícias em todo o Estado cerca de 30% a mais do que no ano anterior. Para isso, os peritos criminais tiveram que percorrer cerca de 1,5 milhão de quilômetros. O diagnóstico detectou, por exemplo, que 44% das perícias criminais são relacionadas com drogas. Sabendo onde a demanda é maior e quais os tipos mais frequentes, é possível fazer uma alocação mais racional dos recursos humanos e dos equipamentos”, afirma o superintendente Diógenes Coelho Vieira.
De acordo com o superintendente, todos os equipamentos têm sido adquiridos e distribuídos conforme a avaliação dos locais onde prevalece a criminalidade, seguindo o planejamento estratégico, que foi baseado em um relatório gerencial onde constam todos os serviços executados pela perícia criminal do Estado. Isso permite que, a partir de um resgate histórico, a Polícia Civil consiga melhorar a qualidade do serviço oferecido em todas as unidades”, conclui. (Com assessoria da Polícia Civil)
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