07 de agosto, de 2010 | 20:37
Envolvido em acidente no ES detido com documentos falsos
FABRICIANO - O vendedor Wagner José Dondoni de Oliveira, 42, foi preso no início da noite de sexta-feira (6) acusado de portar documentos falsificados. Ele foi abordado por policiais militares rodoviários no estacionamento de uma churrascaria no bairro Todos os Santos. Além desta descoberta, a PM apurou que ele estaria com um mandado de prisão expedido pela Justiça de Mato Grosso.
Os policiais já tinham informações da presença de Wagner na região e que estaria com problemas junto à Justiça. Wagner foi abordado no Fiat Uno, placas KAY-4093 (Coronel Fabriciano). Ao se identificar, ele entregou o documento em nome de José Machado de Sena Neto, mas os policiais descobriram que a carteira de identidade pertence ao seu irmão.
Ele disse para a polícia que usa o documento adulterado porque estaria ameaçado de morte. Em uma revista no veículo, foram encontrados outros documentos e objetos. Os militares apreenderam uma carteira de trabalho em nome Wagner Oliveira de Sena, inclusive com o qual ele está registrado em uma empresa onde trabalha como operador de torno.
Para a surpresa dos policiais, foram achados em poder do vendedor vários crachás de empresas de turismo com o nome de José Machado e até outros de imprensa no Estado do Espírito Santo, além de identidade de duas mulheres - uma delas seria ex-namorada do acusado - e R$ 1,4 mil. Um exemplar de um jornal do Espírito Santo revelou para os policiais que Wagner se envolveu em um grave acidente naquele Estado.
Contramão
Em 20 de abril de 2008, o acusado acabou batendo uma caminhonete S10 na BR-101 ao invadir a contramão, segundo o Ministério Público do Espírito Santo, contra o Fiat Uno do cabeleireiro Ronaldo Andrade, 37. Morreu na hora Rafael Scalfone Andrade, 13, e horas mais tarde Ronald, de 3, filhos de Ronaldo. A esposa dele, Maria Sueli Costa Miranda, 29, faleceu três dias depois.
Ele foi preso em flagrante ao se verificar que o vendedor estava embriagado, o que foi confirmado pelo teste do etilômetro. Após pagar fiança de R$ 2,1 mil, foi solto e acabou novamente preso quatro dias depois, ao depor. O acusado saiu da cadeia em setembro de 2008 e foi pronunciado por homicídio doloso para ser levado a júri popular, decisão que está em fase de recurso da defesa junto ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
O tenente Anderson Rodrigues, comandante do Pelotão de Trânsito Rodoviário, disse ao DIÁRIO DO AÇO que, ao se verificar a situação de Wagner junto ao sistema da polícia, descobriu-se um mandado de prisão por crime de receptação em Mato Grosso. O acusado negou envolvimento neste caso, mas confirmou que responde pelo acidente junto à Justiça capixaba.
Wagner alegou que fez o documento do irmão porque recebe ameaças de morte devido ao acidente e resolveu vir para o Vale do Aço. Todo o material apreendido e o vendedor foram encaminhados para a delegacia de Coronel Fabriciano. Ele ficou à disposição do delegado Daniel Araújo, de plantão na comarca, que o autuou em flagrante.
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