31 de maio, de 2010 | 22:02
Mototaxista é executado com 9 tiros no Limoeiro
Vítima era processada por uma tentativa de homicídio
IPATINGA - O mototaxista Fábio Luiz Coelho, 34, foi assassinado no início da madrugada de segunda-feira (31) na rua Nossa Senhora Aparecida, no bairro Limoeiro. A vítima morreu antes da chegada do resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Fábio tinha passagens pela polícia e inclusive era processado por uma tentativa de homicídio ocorrida há dois anos.
O crime aconteceu nos primeiros minutos de segunda-feira. Populares escutaram vários tiros e depararam com a vítima caída ao chão, sangrando muito. Uma unidade do Samu chegou ao local mas o mototaxista já estava sem vida. O local foi cercado para aguardar a chegada do perito Izaque Vasconcelos, que realizou os trabalhos e autorizou a remoção do corpo para o IML.
Os legistas constataram durante o exame de necropsia que Fábio Luiz foi executado com nove tiros. Os policiais militares realizaram várias buscas para tentar identificar o possível assassino, mas sem sucesso até o fechamento desta edição, no início da noite. Os familiares não quiseram dar entrevistas, apenas informando que ele era casado e deixou dois filhos.
De acordo com informações repassadas pelos policiais militares, a vítima tinha várias passagens pela delegacia mas, em consulta ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Fábio só possui um processo. Estava agendada para o dia 24 de novembro uma audiência de instrução na 2ª Vara Criminal da Comarca de Ipatinga. Ele respondia a um processo por tentativa de homicídio.
Desentendimento
No dia 28 de agosto de 2008, Fábio Luiz foi preso acusado de tentar matar o pedreiro Clenilson Silva de Oliveira, 37, na rua Nossa Senhora Aparecida, no Limoeiro. Os dois tiveram um desentendimento. Segundo a PM, naquela época o mototaxista estaria vendendo drogas para o enteado da vítima, que foi baleada no tórax.
Ao ser preso na rua Colônia, no bairro Bethânia, pela equipe do Grupamento de Policiamento de Áreas de Risco (Gepar), Fábio Luiz confessou que atirou contra Clenilson. Ele negou ter sido por causa de tráfico de drogas, alegando que os motivos da discussão seriam vários furtos ocorridos em sua casa e que teriam sido praticados pelo enteado do baleado.
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